Dia Mundial do Cancro do Pâncreas, o cancro mais "difícil" do mundo

PorExpresso das Ilhas,21 nov 2019 10:23

O cancro do pâncreas tem a menor taxa de sobrevivência entre todos os principais tipos de cancro: de apenas 5 anos, em 2% a 9% dos casos. Em Cabo Verde, embora este seja “apenas” o sexto tipo de cancro que mais mata, as mortes por cancro do pâncreas mais do que duplicaram entre 2016 e 2017 (segundo os dados mais recentes disponíveis).

Todos os dias, mais de 1257 pessoas em todo o mundo são diagnosticadas com cancro de pâncreas e cerca de 1184 morrerão da doença. A razão para esta baixa sobrevivência é que este tipo de cancro é de difícil rastreio, não sendo possível detectá-lo em exames simples, como ecografias ou endoscopias.

Assim, essa dificuldade de diagnóstico precoce que faz com que este tumor seja tão mortal. E mesmo os sintomas muitas vezes são associados a condições menos graves e comuns, o que leva ao diagnóstico tardio e insucesso do tratamento.

Mas há sinais do corpo que denunciam a maleita e que não devem ser ignorados. Entre eles estão: dor abdominal dor lombar persistente, perda de peso repentina e sem explicação, icterícia, náuseas e perda de apetite ou problemas digestivos.

Tal como em outros cancros, também para o surgimento do cancro do pâncreas há factores de risco, nomeadamente o tabagismo, o diabetes, o excesso de peso ou a genética (casos de cancro do pâncreas na família).

De 10 a 23 casos em um ano

Em Cabo Verde, no relatório Estatístico da saúde, referente ao ano de 2017 e divulgado em finais do ano passado (o relatório publicado mais recente), o cancro do pâncreas surge em sexto lugar na lista dos tumores que mais matam. É ultrapassado por outros cancros digestivos, designadamente o cancro do esófago (45 óbitos), o cancro de estômago (35) e fígado (25) e também pelo cancro da próstata (34) e pulmões (28).

Em 2017, 23 pessoas morreram em Cabo Verde com esse cancro (13 homens e 10 mulheres). Mas comparando com 2016 há um aumento significativo de mortes causadas pelo mesmo. Nesse ano, haviam falecido 10 pessoas, e o cancro do pâncreas era o 12º mais mortífero.

O que é o cancro do pâncreas?

O cancro do pâncreas é um tumor maligno do pâncreas e pode ser, também, designado de carcinoma do pâncreas. Ocorre quando há alteração no tecido celular do pâncreas, formando células malignas. A doença progride rapidamente e, normalmente, é assintomática nos estadios iniciais. Em cerca de 70% dos casos o tumor surge na cabeça do pâncreas, enquanto 20% aparecem no corpo e 10 por cento na cauda do pâncreas.

Quantas pessoas afecta no Mundo?

A incidência mundial são 460 mil pessoas, por ano segundo dados Globcan de 2018. 

Qual é a taxa de sobrevivência de doentes com este tumor?

Só 2% a 8% dos pacientes ultrapassam os cinco anos de sobrevida, explica o "Notícias ao Minuto". A sobrevivência depende muito do estadio da doença à data do diagnóstico. Se o diagnóstico for precoce e puder haver intervenção cirúrgica para remoção da tumor, a sobrevida aumenta muito. 

Como é diagnosticado?

Por sintomatologia, hemograma e ecografia.

Porque é considerado o cancro mais perigoso de todos?

É considerado um dos cancros mais perigosos devido ao seu índice de mortalidade que é dos mais elevados.

Quais são os sintomas do cancro do pâncreas?

- Cor amarelada dos olhos e pele;

- Emagrecimento sem razão aparente;

- Aparecimento de diabetes de início recente sem aumento de peso;

- Náuseas;

- Dores abdominais e dorsais;

- Alteração dos hábitos intestinais.

Quais são os factores de risco para o seu aparecimento?

- Idade, a partir dos 50 anos;

- Obesidade;

- Tabagismo;

- Consumo exagerado de bebidas alcoólicas;

- Antecedentes familiares;

- outras doenças oncológicas;

- Doenças inflamatórias intestinais;

- Diabetes recentes sem aumento de peso;

- Pancreatites crónicas.

Os números de casos são semelhantes nos homens e nas mulheres, ou diferem?

Não há grandes diferenças em género.

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Autoria:Expresso das Ilhas,21 nov 2019 10:23

Editado porSara Almeida  em  21 nov 2019 10:23

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