Em declarações à Inforpress, a propósito do Dia Internacional da Mulher, que se assinala hoje, 08 de Março, a especialista explicou que a saúde mental feminina é frequentemente comprometida pela pressão social e pela exigência constante de conciliar trabalho, família, filhos e vida social.
“Isso gera cansaço emocional, ansiedade e, muitas vezes, uma sensação de culpa por não conseguirem dar conta de tudo”, afirmou Sandra Gonzalez, acrescentando que esta dinâmica faz com que muitas mulheres percam o contacto consigo próprias.
A psicóloga apontou ainda que relações difíceis, falta de apoio e experiências de desvalorização comprometem o equilíbrio emocional.
“Quando a mulher vive em função das responsabilidades, perde o contacto com si própria. Falta tempo para descansar, cuidar do corpo, da mente e da própria identidade”, acrescentou.
Nos contextos afectivo, familiar e profissional, Sandra Gonzalez vincou que as mulheres enfrentam dificuldades em comunicar necessidades, estabelecer limites e preservar a própria identidade, muitas vezes por estereótipos sociais que as colocam como cuidadoras de todos.
“Aprender a colocar limites e pedir apoio não é egoísmo, é um direito”, sublinhou a psicóloga, reforçando que relações saudáveis em qualquer âmbito devem ser pautadas pelo diálogo e pela reciprocidade, sem que a mulher precise de se "anular para ser amada".
No Dia da Mulher, a terapeuta deixa uma mensagem focada no autocuidado, reiterando que “a mulher não precisa provar o seu valor o tempo todo. Ela precisa reconhecê-lo”.
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 08 de Março, surgiu no início do século XX nos movimentos por direitos das mulheres e foi oficializado pela ONU em 1977.
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