Renault vai "estudar com interesse" proposta de fusão com Fiat Chrysler

PorExpresso das Ilhas, Lusa,28 mai 2019 10:54

O Conselho de Administração da Renault disse hoje que vai "estudar com interesse a oportunidade" da proposta de fusão feita polo grupo ítalo-americano Fiat Chrysler Automobiles (FCA).

“Depois da análise dos termos da proposta amigável da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), o Conselho de Administração da Renault decidiu estudar com interesse a oportunidade de tal fusão, reforçando o aparelho industrial do Grupo Renault e a geração de valor adicional para a Aliança", com Nissan e Mitsubishi, refere em comunicado o grupo Renault.

O Conselho de Administração da Renault reuniu-se hoje para examinar a proposta feita pela FCA, segundo o mesmo comunicado, no qual o grupo refere que "informações adicionais serão dadas no momento oportuno para informar o mercado do resultado destas discussões".

A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) propôs hoje um plano de fusão com a empresa francesa Renault, para criar o terceiro maior grupo global do setor.

De acordo com a proposta feita pela FCA e divulgada pela Renault, o novo grupo seria detido em 50% pelos accionistas da fabricante ítalo-americana e em 50% pelos da Renault.

O vice-primeiro ministro italiano, Matteo Salvini, líder da Liga (extrema direita), que alcançou uma grande vitória nas eleições europeias, afirmou hoje que uma possível fusão entre a Fiat Chrysler (FCA) e a Renault seria "uma operação brilhante".

"Se a Fiat cresce é uma boa notícia. Eu penso que é uma operação brilhante que protege empregos no nosso país e leva ao nascimento de um gigante automóvel europeu", disse Salvini numa conferência de imprensa na Itália.

A proposta da Fiat Chrysler Automobiles prevê ainda que o grupo seja cotado nas bolsas de Paris, Nova Iorque e Milão.

A Fiat Chrysler explicou que a fusão irá criar o terceiro maior fabricante automóvel do mundo com vendas anuais de 8,7 milhões de veículos e uma "forte presença em regiões e segmentos importantes".

O portfólio de marcas dos dois grupos, amplo e complementar, permitiria cobrir a totalidade do mercado, desde do luxo ao segmento de consumo.

A Fiat Chrysler disse também que não haverá qualquer encerramento de fábricas de produção com a fusão entre os dois gigantes automóveis mundiais.

O Conselho de Administração do novo grupo seria composto principalmente por membros independentes, salientou a fabricante ítalo-americana.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,28 mai 2019 10:54

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  13 dez 2019 23:21

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