O decreto presidencial que anuncia a nomeação salienta que o chefe de Estado guineense cumpriu com as formalidades previstas na Constituição.
Carlos Correia, natural de Bissau, 81 anos, deve ser empossado ainda hoje às 16:00 locais (17:00 em Lisboa) pelo presidente José Mário Vaz, no Palácio Presidencial.
É a quarta vez que Carlos Correia, veterano da luta pela independência, assume a chefia do Governo na Guiné-Bissau.
A escolha de Carlos Correia ficou decidida quarta-feira em Bissau na sequência de uma reunião da direcção do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em que o novo primeiro-ministro, recolheu 68 dos 69 votos do "Bureau" político.
No final da reunião, Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC e ex-primeiro-ministro guineense, exonerado a 12 de acordo por José Mário Vaz, afirmou ter abdicado do seu "direito natural" à luz dos estatutos do partido que estipulam que, em caso de vitória eleitoral, é o líder partidário quem assume a chefia do Governo.
O presidente do PAIGC acrescentou que a decisão de "abdicar" tem o aval do partido e segue os estatutos da formação política.
A 20 de Agosto, oito dias após a exoneração de Simões Pereira, o presidente guineense nomeou como chefe do Governo Baciro Djá, que chegou a formar um Governo.
Porém, o novo Executivo foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal de Justiça guineense, pelo que o país está, oficialmente, sem Governo desde 12 de Agosto.
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