Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revelam que pelo menos 200 crianças morreram desde Janeiro no Mediterrâneo Central, considerada uma rota perigosa pela agência da ONU. Basicamente, mais de uma criança morta por dia.
Entre 1 de Janeiro e 23 de Maio, mais de 45 mil refugiados e migrantes saíram do norte da África e chegaram ao país europeu pelo mar, um aumento de 44% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Esse total inclui 5,5 mil crianças desacompanhadas dos pais ou responsáveis, número que representa 92% de todos os menores de idade que chegaram à Itália pela rota do Mediterrâneo Central.
Ao longo de todo o ano de 2016, foram 26 mil menores de idade desacompanhados que atravessaram o mar rumo ao território italiano.
Nesta quinta-feira, crianças, voluntários, guarda costeira italiana e representantes da Unicef fizeram uma cerimónia simbólica em Palermo, resgatando barcos de papel em homenagem aos milhares de crianças que perderam a vida no Mediterrâneo.
No ano passado, 26 mil crianças deixaram o norte da África rumo à Europa.
Plano de Acção
A acção aconteceu na véspera do encontro dos líderes do G7 em Taormina, na Sicília. A Unicef pede aos representantes das sete maiores economias do mundo para adoptarem um plano que garanta a segurança dos refugiados.
A agência da ONU tem uma agenda de seis pontos: proteger as crianças refugiadas da exploração e violência; acabar com a detenção dos menores que procuram refúgio; manter as famílias sempre juntas; garantir que essas crianças têm acesso à educação e a serviços de saúde; pressionar por acções relacionadas às causas de grandes movimentos de refugiados e promover o combate à xenofobia, discriminação e marginalização.
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