"Duas centenas de pessoas foram detidas no sábado, 150 no domingo e cerca de 100 na segunda-feira", declarou o sub-prefeito de Teerão, Ali-Asghar Nasserbakht, à agência noticiosa Ilna, próxima dos reformadores.
"A situação está mais calma [hoje] do que nos dias anteriores. Já ontem [segunda-feira] estava mais calma", declarou Nasserbakht.
O responsável acrescentou não ter sido feito qualquer pedido à base Sarollah, dos Guardas da Revolução, encarregada da segurança da capital em caso de perturbação, para intervir. Só as forças de segurança estão a intervir, neste momento, em Teerão, acrescentou.
O general Esmail Kossari, "número dois" da base Sarollah, declarou à televisão estatal iraniana que os Guardas da Revolução "não iam permitir, de forma alguma, que a insegurança continue em Teerão".
"Se continuar [a insegurança], os responsáveis tomarão as decisões necessárias para lhe pôr fim", sublinhou.
De acordo com a televisão estatal iraniana, pelo menos 20 pessoas morreram em cinco dias de protestos contra a subida dos preços dos alimentos, a corrupção e o Governo.
Os protestos começaram na quinta-feira passada na cidade de Mashhad, mas entretanto alastraram a várias cidades do país, com palavras de ordem contra o Governo e o líder supremo, 'ayatolah' Ali Khamenei.