Trata-se também do primeiro ato eleitoral no país da África Ocidental após a epidemia de Ébola em 2014.
As 11.120 assembleias de voto abriram às 07:00 e registam-se já longas filas de eleitores, sobretudo nos principais núcleos populacionais.
Espera-se que as eleições decorram de forma pacífica apesar das tensões políticas e a possibilidade de o partido no poder arriscar perder a presidência do país.
Segundo fontes diplomáticas europeias, nos últimos dias registaram-se incidentes: lançamento de pedras entre simpatizantes de diferentes partidos e que causaram feridos em Port Loko, no norte e em Bo, no sul da Serra Leoa.
A Comissão Nacional de Eleições desejou hoje, através da rede social Twitter, um "dia eleitoral pacífico".
Nas ruas da capital, onde habitualmente o trânsito automóvel é intenso, as ruas estão vazias porque a Comissão Nacional de Eleições proibiu a circulação de veículos, uma medida que foi muito contestada pela oposição.
Os representantes do Partido Popular da Serra Leoa (SLPP), acusou a formação política Congresso do Povo (APC) de usar a medida para transportar material eleitoral fraudulento "com rapidez".
A campanha eleitoral ficou marcada pelos ataques dos principais partidos: o candidato do APC, Samura Kamara, acusou o líder do SLPP, Julius Maada Bio, no poder, de ter roubado 18 milhões de dólares (14,5 milhões de euros) durante o período em que esteve à frente do país, após o golpe de Estado de 1996.
De acordo com a Comissão Nacional de Eleições os primeiros resultados começaram a conhecer-se a partir do próximo fim de semana ou durante o início da próxima semana.