​Jovens guineenses pedem criminalização do assédio sexual

PorExpresso das Ilhas, Lusa,8 mar 2018 13:23

A Rede Nacional de Jovens Mulheres Líderes da Guiné-Bissau pediu hoje ao parlamento do país para criminalizar o assédio sexual, à semelhança do que acontece em outros países do mundo.

"É importante e urgente que a legislação guineense dê uma mensagem de que há comportamentos que não são aceitáveis, mas não é só a criminalização que resolve. São precisas medidas de educação e protecção da vítima", afirmou Fatumata Sane, presidente daquela associação de jovens mulheres guineenses.

Para Fatumata Sane, que falava por ocasião do Dia da Mulher, é preciso também acabar com os abusos focados na mutilação genital feminina, casamento infantil, violência doméstica e abuso sexual em "diferentes espaços".

"Este é o momento de parar de punir as mulheres pela sua sexualidade" e ensinar os homens a deixarem de se sentir ameaçados "pela presença do sucesso das mulheres", afirmou.

A presidente da Rede Nacional de Jovens Mulheres Líderes da Guiné-Bissau discursava na marcha de mulheres, que decorreu hoje em Bissau para assinalar o Dia da Mulher.

As mulheres na Guiné-Bissau representam cerca de 54% dos 1,7 milhões de habitantes.

Dedicada ao tema "Juntas para melhorar a vida das Mulheres nas Zonas Rurais", a directora-geral da Mulher e da Família, Ana Emília de Barros, recordou que são as mulheres que dão uma "contribuição importante para o crescimento agrícola" e para a indústria agro-alimentar.

"Contudo, a evidência mostra que elas são menos produtivas que os homens, porque as mulheres não têm o mesmo acesso que os homens aos meios de produção, como a terra, finanças e tecnologia", disse.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,8 mar 2018 13:23

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  8 mar 2018 14:59

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