Em maio passado, o papa mandou chamar 34 bispos chilenos ao Vaticano, tendo estes apresentado uma renúncia em bloco e reconhecido que tinham cometido "erros graves e omissões".
Desde então, o papa já aceitou a demissão de mais cinco membros do clero chileno.
O Vaticano adiantou também que, enquanto não forem escolhidos novos bispos para substituir os que saem, será nomeado um administrador apostólico.
A procuradoria chilena está a investigar 158 pessoas relacionadas com a Igreja Católica na sequência de 144 casos de abusos sexuais e de outro tipo, anunciaram a 23 de Julho responsáveis daquele organismo judicial.
A investigação remonta a situações registadas no país desde 2000, quando entrou em vigor a reforma do processo penal, referiu Luis Torres, director do departamento especializado em Direitos humanos, Delitos sexuais e Violência de Género, citado pela EFE.
Até então tinham sido identificadas 266 vítimas, das quais 178 eram menores quando foram vítimas dos abusos, 31 eram adultos e as restantes não foram precisadas, assinalou Torres.
Das pessoas investigadas, 74 estavam identificadas pela procuradoria como bispos, sacerdotes ou diáconos diocesanos que não pertencem a nenhuma congregação, ao contrário de outros 65 bispos, sacerdotes e diáconos, filiados nessas estruturas religiosas.