Desenvolvida tecnologia para explorar autonomamente profundezas do oceano

PorExpresso das Ilhas, Lusa,21 out 2021 7:18

Investigadores do Instituto de Engenharia de Sistema e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), em Portugal, desenvolveram uma tecnologia para a exploração autónoma das profundezas do oceano que permite a flexibilidade das operações e reduzir os custos e atrasos das operações.

Em comunicado, o instituto do Porto revela hoje que a solução, desenvolvida também por especialistas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), permite a flexibilidade das operações aquáticas e reduz "significativamente" os custos e o atraso no acesso aos dados recolhidos de baixo de água.

Desenvolvida no âmbito do projeto GROW, a solução de comunicação de longo alcance e banda larga estabelece "um novo paradigma de comunicação para apoiar a exploração do fundo do mar".

"O maior conhecimento sobre o fundo do mar implica o desenvolvimento de novas tecnologias, nomeadamente nos domínios das comunicações subaquáticas e da robótica submarina", salienta o INESC TEC.

A solução combina tecnologia sem fios de curto alcance, Veículos Subaquáticos Autónomos (AUV) que percorrem a coluna de água e funcionam como transporte de dados, e comunicações acústicas, que permitem o controlo da transmissão de dados em tempo real.

Segundo o instituto, esta solução permite "o estabelecimento de uma ligação sem fios entre a superfície de água e o fundo do mar, com maiores taxas de transmissão de dados e menor latência do que as obtidas quando se usam as atuais rotinas de procedimento".

A nova solução foi testada em ambiente real, a cerca de 20 metros de profundidade, durante a campanha de mar que decorreu ao largo da baía de Sesimbra, a bordo do navio de investigação NI Diplodus.

"Os testes permitiram comprovar as vantagens da solução desenvolvida face às atualmente disponíveis e identificar os novos desenvolvimentos necessários para aproximar a tecnologia da sua comercialização", acrescenta.

Citado no comunicado, Rui Campos, investigador responsável pelo projeto, salienta que a tecnologia "tem potencial para ser utilizada em diversos cenários subaquáticos, incluindo monitorização ambiental, vigilância subaquática e inspeção de infraestruturas subaquáticas".

Com início em outubro de 2018 e conclusão em setembro de 2021, o projeto GROW foi financiado em 240 mil euros pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e reúne uma equipa multidisciplinar da área das redes sem fios e robótica do INESC TEC, e da área da investigação oceanográfica e da geologia marinha do IPMA.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,21 out 2021 7:18

Editado porAndre Amaral  em  21 out 2021 7:18

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