"Pedi que as pessoas se sentassem à volta de uma mesa e conversassem para preservar as hipóteses de manter uma organização sub-regional forte", referiu Faye, durante uma entrevista de quatro horas em wolof, esta sexta-feira, citada pela AFP.
Faye afirmou ainda sentir que ao fazer isso tinha cumprido o seu dever, sublinhando, contudo, que "estes países, como outros, são soberanos, são livres de fazer as suas próprias escolhas e são eles que decidem o que querem fazer e para onde querem ir".
"Tudo o que devemos é respeitar a sua vontade, sabendo que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para os reintegrar", acrescentou.
Em janeiro, os três países do Sahel abandonaram a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que consideraram ser subserviente a França, e fundaram a Aliança dos Estados do Sahel (AES).
No início de julho do ano de 2024, o Presidente Faye foi nomeado pela CEDEAO como mediador para estes três Estados liderados por militares.
Na entrevista, Faye sublinhou que o vizinho Mali, tal como o Burkina Faso e o Níger "continuam a ser parceiros privilegiados de longa data".
Questionado sobre as novas relações entre o Senegal e França, Faye afirmou que este país "continua a ser um parceiro importante para o Senegal a todos os níveis".
No entanto, acrescentou, "por vezes, num determinado momento da sua história, um país decide reorientar a sua trajetória. Foi o que aconteceu com a presença militar" francesa no país.
Em novembro do ano passado, Faye anunciou o fim de toda a presença militar francesa a estrangeira em solo nacional, até ao final de 2025.