Dois casos foram confirmados no estado Bengala Ocidental (este), mas fonte da OMS declarou à agência noticiosa espanhola EFE que "a Índia tem capacidade para conter o surto, como já comprovado anteriormente", adiantando que o organismo está em contacto com os responsáveis indianos e colabora na avaliação de risco e apoio técnico.
Para a OMS, atualmente, não há evidências de um aumento na transmissão do vírus de pessoa para pessoa (outras vias comuns de transmissão são através de animais, como morcegos ou porcos ou alimentos contaminados).
A infeção pelo Nipah causa sintomas que variam de casos assintomáticos até doenças respiratórias agudas e encefalite fatal, com uma taxa de mortalidade estimada entre os 40% e os 75%.
Os casos confirmados são de enfermeiros (um homem e uma mulher, ambos com 25 anos) e que trabalham num hospital privado na localidade Barasat, cerca de 20 quilómetros a norte de Calcutá, os quais começaram a sentir sintomas na primeira semana de Dezembro e ficaram de quarentena no início de janeiro.
O Instituto Nacional de Virologia indiano confirmou tratar-se daquele vírus em 13 de janeiro, tendo reportado o facto à OMS na noite de segunda-feira (26 de janeiro).
A deteção dos casos obrigou a colocar sob vigilância perto de 200 pessoas que tinham tido contactos com os enfermeiros infetados.
O ministério da Saúde indiano ordenou medidas suplementares de prevenção nos hospitais daquela região, incluindo a obrigatoriedade de equipamentos especiais de proteção individual para o pessoal clínico.
O Bengala Ocidental já tinha sido palco de surtos do Nipah em seres humanos em 2001 em, novamente, em 2007, e verificou-se um total de, pelo menos, 50 mortos.
Desde 2018, os casos detetados estavam circunscritos ao estado Kerala (a sul), onde o mais recente surto infetou três pessoas e duas delas morreram, em Julho de 2025.
O receio da propagação deste vírus levou já países como Tailândia, Nepal e o território chinês de Hong Kong a instalarem postos de triagem nos aeroportos, com controlo da temperatura corporal e formulários médicos.
Foto: depositphotos
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