O chefe de gabinete, Morgan McSweeney, que ajudou a reposicionar o Partido Trabalhista e a impulsionar Starmer para a liderança, anunciou a demissão no domingo.
Foi acusado de ter recomendado a nomeação como embaixador em Washington de Peter Mandelson no final de 2024 mesmo sabendo da ligação do ex-ministro trabalhista ao criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein.
Antes de ocupar o cargo de embaixador de Londres em Washington, Mandelson foi várias vezes ministro de governos trabalhistas, além de comissário europeu entre 2004 e 2008.
A dirigente conservadora Kemi Badenoch, em entrevista à BBC, afirmou hoje que a posição do primeiro-ministro britânico é insustentável, rejeitando os argumentos do trabalhista Keir Starmer, que se justificou dizendo ter recebido "maus conselhos".
Para a líder dos conservadores "os conselheiros aconselham e os líderes decidem" acrescentando que Starmer tomou uma decisão errada e que, por isso, deve assumir responsabilidades.
"A nomeação de Peter Mandelson foi um erro. (...) Quando consultado, aconselhei o primeiro-ministro a avançar com a nomeação e assumo total responsabilidade por este conselho", escreveu o chefe de gabinete Morgan McSweeney em comunicado, no domingo.
Peter Mandelson foi demitido do cargo de embaixador em setembro de 2025, após a publicação de documentos que detalhavam a extensão dos laços que manteve com o criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019, em Nova Iorque, Estados Unidos.
Documentos recentemente divulgados reacenderam a controvérsia, provocando a suspeita de que Mandelson terá passado informações a Jeffrey Epstein que podem ter influenciado os mercados, entre 2008 e 2010.
A polícia britânica iniciou uma investigação e, na sexta-feira, realizou buscas a duas residências ligadas a Peter Mandelson.
Na semana passada, o primeiro-ministro, no poder desde julho de 2024, declarou inicialmente que se arrependia de ter nomeado Peter Mandelson.
Pediu desculpa às vítimas de Jeffrey Epstein, dizendo que estava "arrependido por ter acreditado nas 'mentiras' de (Peter) Mandelson e por o ter nomeado".
Apesar da declaração de arrependimento, Starmer afirmou que "queria manter-se" no cargo de primeiro-ministro.
Várias figuras destacadas do Partido Trabalhista defenderam o primeiro-ministro.
Foto: depositphotos
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