A dinastia Kim governa o país com 'mão de ferro' desde a sua fundação em 1948, tendo Kim Jong-un sucedido ao pai e ao avô.
O actual líder, que mantém secretismo sobre a descendência, aparece cada vez mais com a filha adolescente, Kim Ju-ae, em eventos oficiais importantes, levando a crer que é a favorita para a sucessão.
"O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS) estima que Kim Ju-ae está prestes a ser nomeada sucessora", disse hoje o deputado Lee Seong-kweun, após uma reunião com o NIS.
A informação baseia-se, nomeadamente, numa visita em janeiro ao Palácio do Sol Kumsusan - onde repousam o fundador Kim Il-sung e o filho deste e segundo líder supremo, Kim Jong-il -, durante a qual Ju-ae prestou homenagem aos antepassados ao lado do pai.
No congresso do partido no poder em Pyongyang no final do mês, o Governo deverá revelar as orientações nacionais, desde a política externa à economia, passando pela defesa e avanços no armamento nuclear.
A reunião também serve frequentemente como tribuna para anunciar mudanças na liderança do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Analistas acreditam que Ju-ae poderá ser nomeada primeira secretária do comité central, ou seja, a número dois do PTC.
A existência da filha de Kim Jong-un foi revelada em 2022, quando esta assistiu com o pai ao lançamento de um míssil balístico intercontinental.
Os meios de comunicação oficiais norte-coreanos referem-se a Ju-ae como a "filha amada" do país, ou ainda "grande guia", qualificativos normalmente reservados aos líderes supremos da Coreia do Norte e respectivos herdeiros.
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