A porta-voz da Comissão de Diálogo, Reconciliação e Sensibilização local, Bertide Horace, denunciou que a população haitiana continua a ser "vítima de massacres perpetrados por gangues criminosos" e apontou a responsabilidade para o grupo Gran Grif, cujos membros já estiveram envolvidos em outros ataques deste tipo no passado.
Entre as vítimas mortais, encontram-se cinco pessoas da mesma família, segundo o portal de notícias Gazette Haiti.
Os atacantes incendiaram também casas e estabelecimentos comerciais. Duas pessoas foram encontradas mortas nas suas habitações devido ao fogo, enquanto outras vítimas morreram em consequência de ferimentos provocados por disparos. Outras ainda morreram quando tentavam fugir do local dos acontecimentos.
Além disso, os atacantes tentaram assumir o controlo da cidade, mas depararam-se com a resistência de grupos de autodefesa da zona, que acusaram a Polícia Nacional de intervir "demasiado tarde", quando os confrontos já tinham terminado.
O Comité de Iniciativa para a Reconciliação e a Sensibilização (KILBA) apelou ainda às autoridades governamentais para que "forneçam à Polícia os recursos necessários para combater os gangues e evitar assim novos massacres".
Foto: depositphotos
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