Londres e Damasco querem região estável e reabrir estreito de Ormuz

PorExpresso das Ilhas, Lusa,31 mar 2026 14:57

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o Presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, defenderam hoje o regresso da estabilidade ao Médio Oriente e a rebertura do Estreito de Ormuz.

Num encontro que decorreu hoje em Londres, os dois líderes "discutiram a necessidade de um plano viável para reabrir o Estreito de Ormuz, face ao grave impacto económico do encerramento prolongado, e concordaram em colaborar com outras partes para restaurar a liberdade de navegação", refere um comunicado emitido no final da reunião.

Starmer manifestou-se satisfeito com o combate pelo Governo sírio contra o Estado Islâmico (Daesh) e a cooperação com o Reino Unido em matéria de combate ao terrorismo e referiu a "esperança de alcançar novos avanços na questão da migração, incluindo uma colaboração mais estreita em matéria de repatriação".

Sobre a importância da reabilitação das infraestruturas para a transição económica da Síria, os dois "discutiram oportunidades para que empresas britânicas de vários setores desempenhem um papel nesse processo".

Hoje à tarde, o Presidente sírio profere um discurso e participa numa sessão de perguntas e respostas no centro de estudos britânico Chatham House, em Londres.

A visita a Londres do antigo líder rebelde islâmico, de 43 anos, que derrubou o regime de Assad em dezembro de 2024, segue-se a uma passagem na segunda-feira na Alemanha, onde se estima que se tenham refugiado cerca de um milhão de sírios.

A Síria está a tentar reconstruir e melhorar a sua economia após uma longa guerra civil de 14 anos que causou a morte de quase meio milhão de pessoas e provocou destruição generalizada, tendo terminado com a destituição do antigo presidente Bashar al-Assad.

Al-Sharaa conseguiu estabelecer relações com os governos ocidentais e tem feito várias viagens ao estrangeiro, nomeadamente aos Estados Unidos, França e Rússia e negociou o levantamento de várias das sanções internacionais contra a Síria, procurando agora a ajuda para a reconstrução do país.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,31 mar 2026 14:57

Editado porAndre Amaral  em  31 mar 2026 18:00

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