Três empates na fase de grupos garantiram aos Tubarões Azuis o apuramento para a fase a eliminar da competição e só com muito esforço a Argentina conseguiu parar Cabo Verde. No domingo, com a chegada dos atletas à capital, a população saiu à rua e festejou.
Durante a semana o Primeiro-ministro entregou o Programa de Governo à Presidente da Assembleia Nacional.
O documento, a que o Expresso das Ilhas teve acesso, traça a estratégia do governo para a governação a partir de 2026, assume como eixo central a chamada Agenda "Cabo Verde Para Todos", que combina a reforma do Estado, o reforço da Justiça e da Segurança, uma nova agenda económica e um pacote de políticas sociais com destaque para a educação e a saúde. Entre as prioridades anunciadas contam-se ainda medidas concretas para os transportes aéreos e marítimos, apontados como condição de coesão territorial para um país arquipelágico.
Para o líder parlamentar do MpD, Luís Carlos Silva, o Programa do Governo privilegia "a construção de uma narrativa política"; em detrimento da definição de prioridades e de soluções concretas para o país, defendendo que o documento deixa por esclarecer como serão financiadas e executadas as principais medidas anunciadas. Já o presidente da UCID, João Santos Luís, “trata-se de um programa ainda excessivamente declarativo, com muitas intenções e poucos compromissos quantificados”.
O PAICV, contactado pelo Expresso das Ilhas, remeteu a apreciação do Grupo Parlamentar do PAICV do Programa do Governo para uma data posterior.
Destaque igualmente para a sessão solene do 5 de Julho que decorreu na Assembleia Nacional.
Na sessão, os partidos com assento parlamentar apontaram as suas prioridades para o novo ciclo político. O PAICV defendeu que o crescimento económico deve traduzir-se em melhores condições de vida, o MpD apelou à convergência em torno dos interesses nacionais e a UCID insistiu na necessidade de reformas para combater as desigualdades.
Espaço também para as alterações climáticas e as seguradoras.
O aumento da frequência e intensidade dos fenómenos climáticos extremos está a transformar profundamente o mercado segurador e a colocar um novo desafio a reguladores, empresas e governos: como garantir que famílias e empresas continuam protegidas quando os riscos se tornam mais frequentes e mais caros. A questão dominou a conferência promovida pelo Banco de Cabo Verde, no passado dia 1, sobre o papel dos seguros na gestão das alterações climáticas, onde responsáveis nacionais e internacionais defenderam que a adaptação deixou de ser uma opção para passar a constituir uma necessidade económica.
Na Economia o destaque vai para as Contas Nacionais do INE.
O Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento real de 6,4% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo as Estatísticas das Contas Nacionais divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O aumento foi impulsionado pelo consumo privado e pelo investimento.
Na opinião há para ler os artigos de opinião ‘A oportunidade que não podemos deixar escapar’, escrito por Paulo Veiga. ‘Apeiron - Vasco ca ta li, ma el ta li...’ da autoria de Irlando Ferreira e ‘Nação em Catarse’ escrito por César Monteiro.
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