"Foram bloqueadas mais de 100 contas de meios de comunicação que violaram estes princípios, e espero alargar esta abordagem ao mundo árabe, dado o seu impacto na proteção da opinião pública face à retórica negativa e à distorção", disse o presidente da Autoridade Nacional de Media dos EAU, Abdullah bin Mohamed bin Butti al-Hamed.
O responsável, que lembrou que vários países do Golfo foram alvo de retaliações do Irão durante a guerra, falava durante o fórum "Gulf Creators", que decorre no Dubai e no qual participam mais de mil profissionais dos meios de comunicação e criadores de conteúdos do Golfo Pérsico.
Por seu lado, o chefe do gabinete de imprensa do Governo dos Emirados, Saeed Mohammad al-Eter al-Dhanhan, afirmou que, durante os ataques de retaliação iranianos contra países árabes -- que tiveram início com o começo da guerra, a 28 de fevereiro --, foram publicados cerca de 218.000 artigos sobre estas nações.
"Observou-se que 51% desses conteúdos apresentavam os Estados do Golfo sob uma luz negativa", indicou.
Desde o início de março, várias páginas de meios de comunicação e de criadores de conteúdos foram bloqueadas pelas autoridades dos Emirados, algumas delas tão populares como as cadeias privadas sauditas al-Arabiya ou al-Hadath, que anteriormente tinham sede no Dubai, tendo sido transferidas há alguns anos para Riade.
Estes canais divulgaram imagens dos ataques contra os Emirados, da situação nas ruas do Dubai ou de explosões em diferentes locais considerados sensíveis pelas autoridades do país, que também realizaram uma campanha de detenções contra pessoas que publicaram "informação enganosa" ou vídeos destas ações.
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) já tinha alertado, em março, que os países do Golfo e a Jordânia estavam a "proibir a divulgação de informação sobre ataques com mísseis e drones iranianos", a maioria dos quais foi intercetada.
homepage









