Segundo o Notícias ao Minuto, o Gabinete Federal de Saúde Pública da Suíça confirmou, esta quarta-feira, que "uma pessoa infetada com hantavírus está a ser tratada no Hospital Universitário de Zurique". Trata-se de um homem que regressou recentemente do navio de cruzeiro Hondius, onde há um surto do vírus.
Em comunicado, a Suíça garantiu que o hospital "está preparado" para tratar destes casos e é capaz "cuidar do paciente a garantir a segurança" da equipa médica e restantes pacientes.
"Atualmente, não há perigo para a população suíça", lê-se.
O homem regressou recentemente de "uma viagem à América do Sul" com a mulher no final de abril e, "após apresentar sintomas, consultou o seu médico de família por telefone e foi ao Hospital Universitário de Zurique para realizar o teste", onde foi "imediatamente isolado".
"Um teste realizado no laboratório de referência do Hospital Universitário de Genebra (HUG) confirmou o resultado positivo para hantavírus. Especificamente, trata-se do vírus Andes, um hantavírus encontrado na América do Sul", indicou o Gabinete Federal de Saúde Pública da Suíça.
Como explica a autoridade de saúde suíça, "ao contrário dos hantavírus europeus, que são transmitidos pelas fezes de roedores infetados, a transmissão de pessoa para pessoa da variante americana do hantavírus é rara".
A mulher do homem infetado, que também esteve na América do Sul, "está assintomática e isolou-se por precaução".
As autoridades de saúde da Zurique estão agora a investigar se o teve contacto com outras pessoas durante o período em que esteve com sintomas.
"O paciente está sendo tratado no Hospital Universitário de Zurique (USZ) sob rigorosos protocolos de segurança. O USZ é um hospital de referência para esse tipo de doença", indicou ainda.
Casal que morreu terá embarcado no Hondius já infetado
A diretora de preparação para epidemias e pandemias da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, considerou que as primeiras duas vítimas mortais do vírus - um casal dos Países Baixos, de 70 e 69 anos - terão sido "infetadas fora do navio", tendo em conta o "período de incubação do hantavírus".
O primeiro paciente e a sua esposa embarcaram no navio na Argentina", começou por referir a responsável, citada pelo jornal britânico The Independent, referindo-se ao facto de o navio de cruzeiro Hondius fazer a ligação entre Ushuaia, na Argentina, e as ilhas Canárias.
"Considerando o período de incubação do hantavírus, que pode variar entre uma a seis semanas, presumimos que tenham sido infectados fora do navio, talvez durante alguma atividade por lá [na Argentina]", acrescentou.
A epidemiologista sublinhou que "este era um navio de expedição e muitas das pessoas a bordo estavam a observar aves e a interagir com a vida selvagem", sendo possível supor que os neerlandeses "foram infetados fora do navio e depois embarcaram no cruzeiro".
Ainda assim, a OMS acredita que "possa estar a ocorrer alguma transmissão de pessoa para pessoa entre os contactos mais próximos – marido e mulher, pessoas que partilharam cabines, etc".
Até segunda-feira, segundo a OMS, "foram identificados sete casos, dois casos de hantavírus confirmados em laboratório e cinco suspeitos, incluindo três mortes, um doente em estado crítico e três indivíduos com sintomas ligeiros".
O doente em estado crítico, um homem britânico de 69 anos, encontra-se internado numa Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) na África do Sul e, segundo a OMS, "está a melhorar".
O navio de cruzeiro Hondius - que fazia a ligação entre Ushuaia, na Argentina, e as ilhas Canárias - transportava 147 pessoas, entre passageiros e tripulação.
Foto: depositphotos
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