O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, anunciou o projeto, denominado "Jang Boko N", numa reunião de estratégia que teve a presença do presidente, Lee Jae-myung, na base naval de Changwon, cerca de 300 quilómetros a sul de Seul.
"Eles [submarinos nucleares] vão desempenhar um papel fundamental na resposta às ameaças nucleares e de mísseis da Coreia do Norte, graças à sua capacidade de rastrear as forças submarinas norte-coreanas de forma mais furtiva e rápida", afirmou o responsável governativo.
Ahn Gyu-back esclareceu que, como estão equipados com "armamento convencional e não se relacionam com submarinos nucleares estratégicos, equipados com armas nucleares", os futuros navios "cumprem rigorosamente o regime internacional de não proliferação nuclear".
O ministro sul-coreano afirmou que os referidos submarinos em conceção vão recorrer a urânio pouco enriquecido, até 20%, como combustível nuclear para seus reatores.
Ahn defendeu tratar-se de um "ativo estratégico nacional que salvaguardará firmemente a paz e a segurança marítimas da Coreia do Sul", alegando que "é o mais poderoso instrumento de dissuasão que protege" o país "nas profundezas do oceano".
O anúncio das autoridades sul-coreanas ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dado sinal verde, em outubro de 2025, ao pedido do país para deter submarinos de propulsão nuclear.
Até agora, o principal obstáculo para Seul residia nas restrições legais e tecnológicas decorrentes do tratado de energia nuclear assinado com os Estados Unidos, conhecido como Acordo 123, que proíbe o país asiático de enriquecer urânio ou reprocessar combustível nuclear.
Como os submarinos de propulsão nuclear requerem urânio altamente enriquecido ou combustível nuclear especializado, regulamentado por aquele tratado, a Coreia do Sul não poderia prosseguir sem a aprovação explícita dos responsáveis de Washington.
Foto: dpeositphotos
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