Segundo o Exército, os seus aliados russos do grupo paramilitar Africa Corps, fontes de segurança e habitantes contactados pela AFP, os ataques estão a ocorrer em Gao, Anéfis, Aguelhok (norte), Sévaré (centro), bem como contra a prisão de Kéniéroba, situada a cerca de 70 quilómetros de Bamaco.
Os ataques foram confirmados pelas Forças Armadas do Mali (FAMA), num breve comunicado em que indicaram que "a situação está a ser monitorizada".
Por seu lado, o Africa Corps informou, através do seu canal na aplicação Telegram, que os ataques foram perpetrados às 05:40 (hora local, 06:40 em Lisboa) por "grupos terroristas" e assegurou que os seus efetivos, em coordenação com o Exército maliano, "estão a conduzir com êxito operações de combate para repelir o assalto contra estas cidades".
As autoridades malianas não divulgaram qualquer balanço de vítimas ou de danos, enquanto a situação permanece confusa.
Outras fontes indicam que os combates decorrem desde cerca das 05:00 (hora local, 06:00 em Lisboa) e ocorrem pouco mais de dois meses após os ataques de grande escala lançados pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM, na sigla em francês), afiliado da Al-Qaida, e pelos independentistas da Frente de Libertação do Azauade (FLA), em 25 e 26 de abril, que enfraqueceram significativamente a junta militar no poder em Bamaco e provocaram a morte do então ministro da Defesa, Sadio Camara.
Em Anéfis, os independentistas da FLA assumiram o controlo de "vários postos" e "os combates continuam no interior da cidade", afirmou um porta-voz dos rebeldes, Mohamed Elmaouloud Ramadane.
"Os grupos armados estão na cidade, mas o Exército continua a resistir. O quartel ainda não caiu", declarou à AFP um habitante.
Anéfis e Aguelhok são os últimos locais onde o Exército maliano mantém presença na região de Kidal, desde os ataques de 25 e 26 de abril.
Num duro revés para os militares no poder, Kidal, cidade estratégica no norte do Mali, passou para o controlo dos tuaregues da FLA durante essas ofensivas.
Em Gao, no norte do país, vários disparos e "fortes explosões" foram relatados à AFP por habitantes que vivem nas imediações de um quartel do Exército.
No centro do país, em Sévaré, "foram ouvidas explosões por volta das 05:00 [locais], sem que a sua origem seja ainda conhecida". Pouco depois, várias aeronaves foram avistadas a sobrevoar a zona, afirmou uma fonte de segurança à AFP.
A algumas dezenas de quilómetros da capital, Bamaco, o importante estabelecimento prisional de Kéniéroba, onde estão detidos, entre outros, vários jihadistas, está igualmente a ser alvo de um ataque.
"Estamos escondidos debaixo das camas, os tiros continuam", disse à AFP, por telefone, um recluso.
Foto: depositphotos
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