Os socialistas (PSRM) de Igor Dodon, ex-presidente da Moldova, e o Movimento Nacional Alternativo (MAN) indicaram, assim, que não comparecerão e exigiram a dissolução do parlamento e a convocação de eleições antecipadas para resolver a nova crise que se abateu sobre o Governo moldavo.
Dodon afirmou que não vê "qualquer motivo para este tipo de conversações" e sublinhou que o povo "quer eleições para acabar com a pobreza, a corrupção e a inflação", de acordo com informações recolhidas pelo portal de notícias moldavo NewsMaker.
Por seu lado, o líder do MAN, o presidente da Câmara de Chisinau, Ion Ceban, anunciou também a sua retirada deste processo: "Fomos convidados para as consultas com vista à formação de um novo Governo, mas o que é que estamos a procurar? O que peço aos membros do partido é que não compareçam".
"Nos países democráticos, é o líder do partido que vence as eleições que ocupa o cargo", continuou.
De acordo com a lei, o chefe de Estado da Moldova deve propor um candidato ao Parlamento após consultar as diferentes fações parlamentares.
Embora possa ignorar as suas posições, é obrigado a incluir todos os partidos neste procedimento.
As eleições antecipadas só são possíveis se o Parlamento não conseguir aprovar um novo governo após duas tentativas num prazo de 45 dias.
Atualmente, o Partido Ação e Solidariedade (PAS), do Governo, liderado por Igor Grosu, conta com uma maioria de 55 deputados na Câmara.
O PSRM tem 17 deputados, enquanto o MAN tem apenas sete.
O ex-primeiro-ministro Alexandru Munteanu demitiu-se na semana passada, argumentando que não podia exercer o mandato de acordo com os seus "princípios e convicções".
Foto: depositphotos
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