"Nós, chefes de Estado e de Governo da Organização do Tratado do Atlântico Norte, juntámo-nos em Ancara para reafirmar o nosso compromisso inabalável com a nossa defesa coletiva ao abrigo do Artigo 5.º do Tratado de Washington", lê-se na declaração final da cimeira de Ancara.
Os líderes da NATO reiteram que um ataque a um aliado é um "ataque a todos".
"A nossa unidade, solidariedade e força coletiva continuam a ser o alicerce da paz, da segurança e da prosperidade para os mil milhões de cidadãos da nossa Aliança de nações livres e democráticas. Mantemos o nosso compromisso com a abordagem de 360 graus em matéria de dissuasão e Defesa", refere o mesmo texto.
Esta reafirmação do compromisso com o artigo 5.º surge após um ano de tensões entre os Estados Unidos e a Europa, designadamente devido à Gronelândia -- que o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou anexar à força -- e à guerra no Irão, com vários países europeus, como Espanha, Itália, Reino Unido ou França, a recusarem-se a ceder bases militares.
Devido a esta postura dos europeus, em particular na guerra do Irão, Trump tinha admitido em abril estar a ponderar sair da NATO.
Nesta declaração final, os líderes indicam ainda que, para contrariar a "ameaça de longo prazo da Rússia à segurança e estabilidade euro-atlântica, assim como a ameaça persistente do terrorismo", estão a cumprir a meta assumida na última cimeira, em Haia (Países Baixos), de atingir 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em Defesa até 2035.
Em 2025, "os aliados europeus e o Canadá aumentaram os seus investimentos em requisitos essenciais de Defesa em mais de 139 mil milhões de dólares", menciona o documento.
"Hoje, em Ancara, anunciamos mais 50 mil milhões de dólares em novas aquisições e comprometemo-nos a aumentar a capacidade coletiva de produção e a colaborar com a indústria para acelerar a inovação", destaca ainda o texto.
Os aliados afirmam ainda que estão a "construir o futuro", com uma "Aliança modernizada" e uma "Europa mais forte numa NATO mais forte".
"Os aliados europeus e o Canadá, em trabalho conjunto com os Estados Unidos, estão a assumir mais responsabilidades pela defesa da Aliança", referem, acrescentando que a dissuasão e defesa da Aliança assentam "numa combinação adequada de capacidades nucleares, convencionais e defesa antimíssil, complementadas por capacidades espaciais e cibernéticas".
"Estamos empenhados em manter a superioridade em combate", asseguram na declaração final da cimeira na capital turca.
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