O presidente do PP alerta para semanas "exigentes" no combate aos incêndios em Espanha

PorExpresso das Ilhas, Lusa,11 jul 2026 15:24

O presidente do Partido Popular, o maior partido da oposição em Espanha, alertou hoje que as próximas semanas serão "muito exigentes" devido às condições meteorológicas, no rescaldo do "terrível incêndio" em Almeria, no sul do país. As autoridades continuam a confirmar a morte de 12 pessoas, apesar de existirem duas dezenas de alertas de desaparecidos.

As próximas semanas serão "muito exigentes" e, tal como em 2025, será um período "muito complicado", disse Alberto Núñez Feijóo na sua intervenção de abertura do XVI Congresso Nacional do partido, em Valladolid.

Os cidadãos têm a obrigação de redobrar a precaução e não baixar a guarda, "nem no verão nem no outono", apontou o responsável no encontro partidário que tinha como principal objetivo apresentar políticas vocacionadas para os jovens e apresentar a ideia de governo, mas que acabou por ser dominado pelos incêndios que afetam a região de Almeria, e que já fizeram 12 mortos.

"A desgraça volta a assolar a Andaluzia, depois das inundações e do acidente de Adamuz", lamentou o presidente nacional do PP, lembrando que, neste início de ano, a Andaluzia já tinha vivido "duas das piores tragédias dos últimos anos" do país, que puseram à prova a resiliência dos cidadãos e das instituições.

Na intervenção, Feijóo dirigiu-se também ao conjunto das administrações públicas, às quais exigiu que disponham de todos os meios necessários, que ajam com a máxima coordenação e que prevejam as capacidades extraordinárias que forem necessárias.

"Essa é a política que os cidadãos esperam, a política que une, a política que serve e a política que está à altura quando mais é necessária", explicou, garantindo: "Todas as comunidades autónomas e todas as câmaras municipais vão continuar a trabalhar para garantir a segurança dos cidadãos e do nosso ambiente".

A área afetada pelo incêndio florestal com origem em Los Gallardos (Almería), que causou doze mortos, ascendeu a 6.600 hectares, com as chamas a permanecerem sem controlo, obrigando a alargar o perímetro face à presença de focos e frentes muito ativos.

Apesar do aumento da área queimada, o conselheiro andaluz da Presidência, Saúde e Emergências, Antonio Sanz, confirmou hoje, a partir do posto de comando local, que as atuais condições meteorológicas, com ventos fracos de dois quilómetros por hora e uma humidade de 50%, abrem, pela primeira vez, uma "janela de oportunidade" para que as equipas passem das tarefas de contenção para o ataque direto às chamas.

Até ao momento, foram retiradas da zona 1.448 pessoas, das quais 164 estão alojadas em centros temporários.

Estão a operar no terreno um total de 500 efetivos e uma dezena de meios aéreos.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,11 jul 2026 15:24

Editado pormaria Fortes  em  11 jul 2026 15:29

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