O acordo foi assinado durante uma visita a Rabat de Nickolay Mladenov, secretário do Conselho de Paz, um organismo criado e presidido pelo líder dos Estados Unidos, Donald Trump.
"As forças marroquinas vão apoiar a entrega de ajuda em Gaza e ajudar a treinar a Força Policial Palestiniana", precisou o Conselho de Paz, citado pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).
O ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino, Nasser Bourita, disse que a participação de Marrocos reflete o compromisso do país com "a paz e a estabilidade" no Médio Oriente e o "apoio constante" ao povo palestiniano.
"A visão real sempre foi coerente", afirmou Bourita, aludindo à postura do rei Mohamed VI sobre o tema, segundo a agência de notícias marroquina MAP.
Mohamed VI defende "soluções concretas, com contribuições tangíveis e pragmáticas, sem comprometer as posições constantes e de princípios do Reino de Marrocos", acrescentou.
Mladenov agradeceu a "significativa contribuição" de Rabat para a ISF, a sigla em inglês por que é conhecida a Força Internacional de Estabilização.
"Através do apoio em matéria de segurança, da assistência humanitária e do destacamento de um hospital de campanha, Marrocos volta a traduzir o compromisso de longa data com o povo palestiniano em ações concretas", disse o diplomata búlgaro.
"É uma contribuição importante para a paz, a estabilidade e a esperança para Gaza, bem como para a consecução da Resolução 2803 do Conselho de Segurança da ONU e do Plano de Paz Integral do presidente Trump", acrescentou nas redes sociais.
O acordo que prevê a ISF foi assinado em outubro de 2025 por Israel e pelo movimento palestiniano Hamas, o grupo radical islamita que governa a Faixa de Gaza desde 2004.
A iniciativa tem estado marcada por obstáculos que impedem a passagem à segunda fase, depois de uma primeira etapa que passou por um cessar-fogo e pela troca de reféns em poder do Hamas por palestinianos presos em Israel.
Apesar do cessar-fogo, as partes têm-se acusado mutuamente de sucessivas violações, aproveitadas sobretudo por Israel para consolidar o domínio militar do território.
A ofensiva em Gaza, que causou dezenas de milhares de mortos e acusações de genocídio ao Governo israelita, seguiu-se a um ataque terrorista do Hamas no sul de Israel em outubro de 2023, que causou mais de mil mortos e 250 reféns.
Foto: dpeositphotos
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