Os cinco membros da família foram mortos no sábado, quando um apartamento foi atingido no noroeste da cidade de Gaza, precisou a Defesa Civil, um serviço de socorro que opera sob a autoridade do movimento islamita palestiniano Hamas.
"O único sobrevivente da família é uma criança, que não se encontrava na habitação no momento do ataque", declarou à agência de notícias France-Presse (AFP) Mahmoud Bassal, porta-voz da Defesa Civil.
O hospital Al-Chifa, em Gaza, confirmou ter recebido os cinco corpos.
Uma porta-voz do exército israelita indicou que foi lançado um ataque na cidade de Gaza para "atingir um terrorista do Hamas". O exército está a avaliar os resultados da operação, acrescentou.
Segundo Moussa Al-Aimawi, habitante de Gaza, o ataque ocorreu sem aviso prévio. "De repente, um míssil atingiu o edifício. Ninguém estava à espera disso", afirmou à AFP.
"Havia corpos espalhados por todo o lado, mulheres e crianças mortas, e também idosos", notou.
Um vídeo da AFP mostra grande parte da fachada do edifício destruída e as equipas de socorro a prestarem assistência aos feridos, enquanto pessoas vasculham os escombros.
Outras três pessoas foram mortas num ataque israelita contra um grupo de civis no bairro de Zeitoun, em Gaza, ainda segundo a Defesa Civil, um balanço confirmado pelo hospital Al-Chifa.
Algumas horas mais tarde, Mahmoud Bassal anunciou a morte de uma mulher nesse mesmo bairro, na sequência de "disparos de artilharia israelita" contra "uma tenda que albergava pessoas deslocadas". Várias pessoas ficaram feridas e outras três estão desaparecidas, de acordo com o porta-voz da Defesa Civil.
Responsáveis dos serviços de saúde relataram que outras duas pessoas foram mortas durante o dia em outros ataques israelitas no território.
O exército de Israel não respondeu a um pedido de comentário sobre estes dois últimos ataques.
Israel e o Hamas acusam-se quase diariamente de violar o cessar-fogo neste território devastado.
Pelo menos 1.144 palestinianos foram mortos desde a entrada do cessar-fogo em vigor, em outubro de 2025, de acordo com o Ministério da Saúde do território, cujos números são considerados fiáveis pela ONU.
Israel registou cinco soldados e um contratado a trabalhar para o Ministério da Defesa mortos no território palestiniano.
As restrições impostas aos meios de comunicação social e o acesso limitado a Gaza impedem a AFP de verificar de forma independente os balanços ou de cobrir livremente a violência no terreno.
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