"O Governo abandonou efetivamente a abordagem da administração anterior, que dava prioridade à desnuclearização, bem como a insistência no desmantelamento prévio do programa nuclear da Coreia do Norte", afirmou o ministro da Unificação sul-coreano.
Chung Dong-young disse que o objetivo estratégico de alcançar a desnuclearização da península coreana mantém-se inalterado, mas a prioridade passou a ser impedir que Pyongyang continue a desenvolver o arsenal.
"A prioridade imediata é pôr fim a isto (...), a cada hora que passa, a Coreia do Norte continua a expandir e a fazer avançar o programa nuclear", declarou.
A mudança de orientação surgiu com a chegada ao poder do Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, em Junho de 2025.
Desde então, Seul tem procurado inverter a política de confronto seguida pelo anterior Governo, propondo à Coreia do Norte negociações sem condições prévias.
A Coreia do Sul não possui armas nucleares desde 1991, ano em que os Estados Unidos retiraram o armamento nuclear que mantinham estacionado no país.
Por seu lado, a Coreia do Norte tem reafirmado o estatuto de "Estado nuclear irreversível" desde o fracasso da cimeira de 2019 entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o então Presidente norte-americano, Donald Trump, marcada por divergências quanto ao processo de desnuclearização e ao levantamento das sanções internacionais.
Pyongyang permanece sujeito a várias rondas de sanções internacionais devido ao programa nuclear, que as autoridades norte-coreanas justificam como um meio de dissuasão face aos Estados Unidos e à Coreia do Sul.
As duas Coreias mantêm-se tecnicamente em guerra, uma vez que o armistício, assinado em 1953, pôs fim aos combates da Guerra na Coreia (1950-53), sem que os dois beligerantes tenham assinado um acordo de paz.
Foto: depositphotos
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