O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr al-Busaidi, realizou uma videoconferência com os homólogos da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos (EAU), do Kuwait, do Qatar e do Bahrein - todos membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) - para "trocarem opiniões sobre os últimos desenvolvimentos nas negociações em curso", segundo um comunicado oficial.
O comunicado, divulgado pelos ministérios dos Negócios Estrangeiros de Omã e do Qatar, indicou que, durante a reunião, foram discutidas formas de "intensificar a coordenação e a consulta entre os Estados do CCG sobre questões relacionadas com a liberdade de navegação e a sua segurança no estreito de Ormuz".
O objetivo é garantir "os direitos de passagem e de trânsito, e a livre circulação de embarcações, comércio e abastecimentos, de acordo com as disposições do direito internacional, preservando, ao mesmo tempo, os direitos soberanos de todos os Estados costeiros do golfo Pérsico".
Os seis países reafirmaram a importância de continuar os esforços conjuntos, dando prioridade a "soluções políticas e diplomáticas e criando condições favoráveis para construir confiança e alcançar soluções aceitáveis a todas as partes".
Nenhum dos participantes especificou que medidas iriam implementar para tentar resolver o problema.
O Irão quer controlar esta via marítima crucial - por onde, antes de a guerra entre Teerão e Washington ter início, em fevereiro, transitava um quinto do petróleo e gás natural do mundo -, exigindo que as embarcações comerciais utilizem corredores pré-aprovados e se submetam a inspeções ou taxas de serviço.
Os Estados Unidos rejeitam as restrições marítimas de Teerão, insistindo que o estreito continua a ser uma via navegável internacional aberta, de acordo com o direito internacional.
Nos últimos dias, órgãos de comunicação social norte-americanos como o The Wall Street Journal e a CNN, citando fontes não identificadas, noticiaram que Omã propôs a criação de uma aliança regional para prestar serviços no estreito de Ormuz, à semelhança do que existe no estreito de Malaca, uma via navegável natural que liga o mar de Andaman (no oceano Índico) ao mar do Sul da China (no oceano Pacífico).
Isto incluiria a cobrança de taxas pela sua utilização.
Até ao momento, o Omã não se manifestou sobre esta informação.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão declarou, há dois dias, que se registaram progressos nas negociações com Omã sobre a gestão do estreito de Ormuz.
Omã e o Irão partilham as águas territoriais desta passagem marítima estratégica que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã.
No final de junho, Mascate, com o apoio dos Estados Unidos, estabeleceu um corredor marítimo temporário sem portagens para facilitar o trânsito através do estreito.
O Irão respondeu atacando embarcações que utilizavam esta rota, o que levou Washington a intensificar a sua campanha de bombardeamentos contra o território iraniano.
Foto. dpeositphotos
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