O antigo advogado, que tomou posse como Presidente na sexta-feira, indicou num comunicado este domingo, que esta primeiras manobras militares são "uma mensagem clara e contundente para todos os bandidos".
"Não há nenhum lugar onde se possam esconder", acrescentou o líder.
Quatro rebeldes, entre os quais um comandante de escalão intermédio de uma fação dissidente da antiga guerrilha das FARC, foram mortos numa localidade em Meta (centro), enquanto dois membros do principal cartel de droga colombiano, o Clã do Golfo, morreram numa zona rural de Antioquia (noroeste).
A principal operação, realizada em coordenação entre o Exército e a Força Aérea no município de Mapiripán, resultou na morte de Néstor Gregorio Vera, conhecido como 'Iván Mordisco', líder da Frente 28, um grupo dissidente das FARC, e o homem mais procurado do país.
Na mesma operação também foram mortos outros três integrantes desse grupo armado, detalhou De la Espriella na sua conta da rede social X.
A segunda operação realizou-se no município de Anorí, em Antioquia, em coordenação entre tropas da Sétima Divisão, a Força Aérea, a Polícia e a Procuradoria-Geral, com dois membros do grupo Clã do Golfo mortos em combate, dos quais um foi identificado como líder.
"A operação permitiu a apreensão de seis carabinas e muito material de guerra. Esta estrutura criminosa é a mesma que em 2024 assassinou quatro soldados colombianos que realizavam operações nessa região", acrescentou De la Espriella.
Da mesma forma, quatro presumíveis integrantes da estrutura Gabriel Poveda Ramos, do Clã do Golfo, foram detidos no município de Necoclí por soldados da Sétima Divisão e da Armada Nacional.
"Estes resultados operacionais alcançados pelas nossas forças públicas são uma mensagem clara e contundente para todos os bandidos da Colômbia. Não há lugar onde se possam esconder quando o Estado decide agir", assegurou o mandatário.
Durante a sua tomada de posse, o novo Presidente de direita, prometeu combater "sem tréguas o narcoterrorismo e todas as organizações criminosas", e afirmou que a opção do diálogo com os principais grupos armados estava completamente esgotada.
De la Espriella prometeu intensificar, com o apoio de Israel e dos Estados Unidos, os bombardeamentos contra as guerrilhas e os narcotraficantes que estão ativos na Colômbia, e construir megaprisões semelhantes às de El Salvador.
Anunciou também a intenção de interromper as negociações de paz iniciadas pelo seu antecessor, o líder de esquerda Gustavo Petro.
Entre as suas primeiras medidas, De la Espriella ordenou a transferência para prisões de alta segurança de 117 detidos "de alto perfil" que participaram nos diálogos de paz com Petro.
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