O porta-voz das Forças Armadas do Governo iemenita, Majid al-Nuzaili, afirmou em comunicado que as operações, em que foram utilizados drones, artilharia e lança-mísseis, visaram instalações militares, depósitos de armas e outras posses dos hutis.
Os ataques resultaram na "morte ou ferimento de dezenas de combatentes huthis e na destruição de dezenas de veículos e equipamento militar, bem como de depósitos de armas", disse o porta-voz, sem adiantar mais pormenores.
Al-Nuzaili afirmou ainda que as operações foram conduzidas em várias frentes em diferentes províncias iemenitas, após repetidos "ataques terroristas dos hutis contra civis, infraestruturas civis, instalações económicas e portos, bem como contra posições militares do Governo".
O responsável militar especificou que os ataques visaram posições rebeldes em Taiz (sudoeste e em grande parte controlada pelo Governo iemenita), Hodeida (oeste), nas províncias do sul de Abyan e Al Dhalea, e na província oriental de Marib.
O militar indicou que as forças tomaram precauções para "proteger a população civil" e limitar os efeitos das operações militares.
Exortou os iemenitas a manterem-se afastados das posições, instalações e concentrações militares dos hutis, e a não se juntarem nem se aproximarem dos locais militares do grupo, afirmando que tal era necessário para proteger as suas vidas e segurança.
Entretanto, os rebeldes hutis, apoiados pelo Irão, retomaram hoje os seus ataques com mísseis balísticos e drones contra a cidade portuária de Moca, no Mar Vermelho, controlada pelo Governo reconhecido, de acordo com fontes militares, que não especificaram a extensão dos danos.
Noutra frente de batalha, os hutis também lançaram uma série de ataques com mísseis balísticos e drones na noite passada contra bairros residenciais e de deslocados internos na cidade petrolífera de Marib.
Os rebeldes hutis controlam Sana, a capital do Iémen, e grande parte do norte e oeste do país desde que tomaram a cidade, no final de 2014.
As forças do Governo, com o apoio das potências regionais durante grande parte da guerra, mantêm o controlo das áreas ao longo da costa oeste.
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