Para este acto de consulta popular os cidadãos guineenses serão questionados se concordam ou não com a entrada em vigor da nova Constituição aprovada e promulgada em fevereiro.
De acordo com os dados do mais recente caderno eleitoral na posse da Comissão Nacional de Eleições (CNE), cerca de 914 mil guineenses estão habilitados a votar naquele que é o primeiro referendo popular desde que o país adotou a democracia pluralista no início dos anos 1990.
Os eleitores vão poder votar em 3.562 mesas de voto. As urnas abrem às 07:00 e encerram às 17:00, hora de Bissau.
Desde as 00:00 de sábado todas as fronteiras da Guiné-Bissau encontram-se encerradas até às 18:00 de hoje.
Durante o dia de hoje, a circulação de cidadãos em viaturas está também interditada das 07:00 até às 18:00.
O Presidente da transição, general Horta Inta-a, deve votar por volta das 10:00, numa mesa de um bairro de Bissau, e o primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, exerce o seu direito cívico à mesma hora em Biombo, no noroeste do país.
O processo de votação é gerido pela CNE.
Apelando à participação cívica no ato eleitoral, a presidente deste organismo, a juíza Carmem Lobo, advertiu numa comunicação dirigida aos eleitores que "não votar significa que a sua voz se perca na indiferença", exortando a população a dirigir-se às urnas "com o espírito de civismo".
Os militares protagonizaram um golpe de Estado um dia antes da publicação dos resultados de eleições legislativas e presidenciais, afastaram do poder o então Presidente eleito, Umaro Sissoco Embaló, e fizeram aprovar, no CNT, uma nova Constituição que reforça os poderes do chefe de Estado.
A oposição, que apelou ao boicote ao referendo, considerou que se tratou de um “golpe de Estado cerimonial” para permitir que Sissoco Embaló regresse ao poder através de novas eleições presidenciais e legislativas marcadas pelos militares para 06 de Dezembro.
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