De acordo com a agência de notícias emirati WAM, o procurador-geral do país, Hamad Said, ordenou a recolha de provas para esclarecer as circunstâncias do incidente no voo da Flydubai, determinar as suas motivações e apurar se houve "planeamento prévio ou ligação a atividades terroristas".
O incidente aconteceu na quarta-feira, quando, alegadamente, os dois pilotos do voo que fazia a rota entre o Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Telavive (Israel) se confrontaram na cabine, o que provocou uma queda do avião de cinco mil metros em menos de 30 segundos, gerou pânico a bordo e levou a alertas de emergência e um código associado a uma possível tentativa de sequestro.
Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, a tripulação e passageiros habilitados terão conseguido intervir na cabine de comando e assumir o controlo do voo, aterrando de emergência no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita, onde foram hospitalizados vários tripulantes.
Após o desvio, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que um dos pilotos tentou despenhar o avião depois de esfaquear o copiloto e classificou o incidente como um "ataque", enquanto o seu ministro da Defesa, Israel Katz, o classificou como uma tentativa de atentado "terrorista 'jihadista'".
O Ministério Público dos Emirados Árabes Unidos (EAU) esclareceu que está a assumir jurisdição do caso porque o avião opera sob bandeira emirati, o que permite a aplicação da sua lei a crimes cometidos a bordo, mesmo em território estrangeiro.
A intervenção do Ministério Público acontece um dia depois de a Autoridade Geral de Aviação Civil dos EAU — com a qual os procuradores estão agora a coordenar as investigações — ter classificado o caso como um "incidente de segurança" e ter iniciado uma investigação preliminar.
O Ministério Público pediu ainda ao público que "evite especulações" enquanto se aguardam os resultados oficiais, e a Flydubai solicitou que não se tirem conclusões precipitadas sobre as causas da altercação.
Foto: depositphotos
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