Três navios incendiaram-se após atingirem minas no estreito de Ormuz

PorExpresso das Ilhas, Lusa,29 out 2026 14:19

Três navios-tanque incendiaram-se depois de atingirem minas no estreito de Ormuz, declarou hoje a Guarda Revolucionária iraniana. Os navios "infratores explodiram e pegaram fogo" após colidirem com minas, enquanto tentavam utilizar uma rota não autorizada ao sul do estreito.

Três navios "infratores explodiram e pegaram fogo após colidirem com minas, enquanto tentavam utilizar uma rota não autorizada ao sul do estreito", referiu a Guarda num comunicado.

Segundo os iranianos, os navios tinham "desativado os seus radares e sistemas de navegação" e ignorado avisos, acrescentando a Guarda Revolucionária que foi ainda apreendido um drone de reconhecimento norte-americano na região.

A origem da carga e as bandeiras dos navios não foram especificadas.

A agência marítima britânica UKMTO tinha anteriormente reportado um navio em chamas no estreito, ao largo da costa de Omã, mas desconhece-se, neste momento, se se trata de um dos três navios-tanque mencionados pelos Guardas.

"O destino da tripulação é desconhecido. Não há, para já, avaliação dos danos nem relatórios sobre o impacto ambiental", informou a UKMTO.

O estreito de Ormuz, delimitado a norte pela costa iraniana e a sul pelo sultanato de Omã, tem cerca de 30 quilómetros de largura no seu ponto mais estreito.

O Irão reivindica o controlo desta via marítima estratégica, por onde transitava um quinto dos hidrocarbonetos mundiais antes da guerra desencadeada no final de fevereiro por ataques israelitas e norte-americanos contra Teerão.

O Irão costuma atacar as embarcações que se aventuram na zona sem a sua autorização, navegando ao longo da costa de Omã.

Em resposta, Washington impôs um bloqueio aos portos iranianos e escolta os petroleiros ao longo dessa rota, numa altura em que as negociações entre os dois países estão num impasse.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou recentemente ter ajudado os países do Golfo a exportar 1,5 mil milhões de barris de petróleo através do estreito desde o verão, contornando o bloqueio iraniano.

O CENTCOM assegurou, na rede social X, que "as principais rotas estão livres de quaisquer minas iranianas".

"A rota não autorizada está minada. Os armadores e as tripulações são responsáveis pela sua passagem por estas vias e não devem prestar atenção aos delírios do CENTCOM nas redes sociais", reagiu hoje a Guarda Revolucionária.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,29 out 2026 14:19

Editado porAndre Amaral  em  29 out 2026 14:22

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