Geração de Finalistas de 74 - o nosso tempo do Liceu Gil Eanes e os caboucos da independência

PorExpresso das Ilhas,5 mai 2014 0:00

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1. Introdução

 

Há 40 anos pertencia a um grupo de finalistas do Liceu Gil Eanes, em S. Vicente.

Neste artigo quero, em singela homenagem e agradecimento aos nossos pais, colegas, aos nossos professores, aos profissionais do liceu, e à nossa acolhedora cidade do Mindelo, deixar umas breves palavras sobre o tempo em que éramos estudantes do Liceu Gil Eanes. Pois, acredito que os encontros de então foram determinantes para o nosso futuro como pessoas.

Quem éramos? Qual a nossa atitude em relação à escola? Que ligação mantínhamos com os nossos professores, a cidade do Mindelo e o mundo?

Convido-vos, pois, a uma pequena viagem ao passado, mas com direito a bilhete de ida e volta…

 

2. O nosso tempo do liceu 

 

A nossa passagem pelo Liceu Gil Eanes em S. Vicente foi dos tempos mais importantes da nossa vida. Lançados que foram os alicerces no ensino primário nas nossas ilhas de origem, os estudos liceais no Mindelo, significaram para muitos de nós uma etapa importante na estruturação da nossa personalidade e daquilo que viríamos a ser hoje.

 

a) Local de nascimento e origem social

Os Finalistas de 1974 eram, salvo eventualmente uma ou outra ave rara, essencialmente jovens nascidos em Cabo Verde. Eram jovens de diversas ilhas e de diversas origens sociais, o que oferecia uma grande oportunidade de socialização, de encontros, de pequenos desencontros, mas sobretudo, de troca de experiências e de enriquecimento mútuo em diversos planos.

 

b) Mindelo - sociedade elitista e desigual

Em 1974, como é sabido, vivíamos sob dominação colonial portuguesa.

Mindelo era uma sociedade pequena  caraterizada por algum elitismo próprio da época. Este elitismo era, no entanto, esbatido por interacções sociais diversas. Se num pólo, havia o Grémio, símbolo desse elitismo, noutro pólo, havia também fatores de  intercâmbio social  e de nivelamento, em que podemos ressaltar  a  maravilha que era a escola pública, como instituição, o comércio, fundado na troca de equivalentes,  e  as Igrejas, com as suas  comunidades de irmãos. No dia-a-dia, ainda neste segundo pólo, todos, não apenas as donas de casa, iam parar ao Mercado, ao Porto, às Igrejas, à rua de Lisboa, para afazeres ou simplesmente para ir «dar fé», e à Praça Nova, centro de atração de todo o  povo.

 

c) Uma geração empenhada nos estudos

Os Finalistas de 74, apesar da diversidade de perfis individuais, tinham algo em comum: um interesse expressivo pelos estudos.

No inquérito que fizemos, alguns colegas dizem que a nossa geração era muito dedicada e que tinha objetivos definidos. O seu foco era o liceu. Um distinto colega chega mesmo a dizer, que o Liceu era a «nossa segunda casa». Um outro afirma, sem rebuços, que éramos «uma geração de pessoas responsáveis e de boa convivência, gente bem-humorada e com valores de boa educação, sem vícios como a droga e o álcool».

Éramos uns anjinhos? Com certeza que não.

Uma aluna distinta considera que «éramos um grupo consciente e empenhado em questões culturais, sociais e políticas», enquanto outra, muito responsável, remata afirmando que se tratava de uma «geração convicta da sua cabo-verdianidade, com muitos sonhos e ambições.

Aqui está uma conversa muito bonita. Haverá algum exagero nisto tudo? Algum narcisismo coletivo de outono? Não creio!

Esta espécie de auto-retrato, ou de olhar dos finalistas sobre eles próprios, nada tem de narcisista, nem nos deve surpreender, pois o cabo-verdiano, verdade se diga, sempre foi na sua história uma espécie de gente que gostava muito do saber, um ser que, face à dominação colonial, intuía muito bem que o ensino era um fator de conhecimento, de liberdade, de mobilidade social e mesmo de poder. Por isso, a «aventura crioula» surge-nos na memória como uma verdadeira entrega à máxima de Hans-Georg Gadamer, de que «educar é educar-se», isto é como um empenho do cabo-verdiano em se formatar nas lides escolares e, mais tarde, universitárias, com um esforço próprio, um rendimento no estudo, e uma ultrapassagem da ideia de só receber formação. 

Como era a nossa relação com os professores?

A nossa geração pode-se gabar de ter tido uma boa relação com os professores.

Os nossos professores eram respeitáveis, respeitados e de fácil acesso. Certamente que eram diferentes uns dos outros.

Havia os que queriam cumprir religiosamente o programa estabelecido e raramente lhes sobrava  tempo, para fazer algum enquadramento com a realidade externa. Outros, sem desprimor para o seu compromisso com o programa escolar, viam como parte importante da sua missão educativa o despertar do pensamento crítico dos alunos, procurando fazê-los olhar não só para os livros, mas também para a vida, o que, nem sempre era fácil, em virtude da omnipresença da PIDE, polícia política de Salazar. 

Foram professores marcantes do nosso tempo, num ou noutro sentido, os seguintes: Armanda Pereira, Augusto Costa, Baltazar Lopes, Conceição Aparecida, Crispina Almeida, Elvira Martins, João Quirino Spencer, José Augusto Pinto, Manuela Pinheiro, Maria José Mota, Maria José Spencer, Norma Miranda, Odete Carvalho, Olavo Moniz, a professora Dores, etc.

A relação com os professores, em particular o sentido cívico mais desenvolvido de alguns deles, parece ter sido um elemento importante para os alunos se orientarem na aprendizagem e resistirem às tentativas de «lavagem de cérebro», endoutrinamento e  alienação cultural  que  resultavam de algumas disciplinas, como a História ou a  Organização Política da Nação ou,  em geral,   da ação dos chamados aparelhos ideológicos do Estado, para utilizar a linguagem do francês Louis Althusser.

 

d) Um belo liceu

O nosso liceu era, ao tempo, uma bela infra-estrutura de 3 pisos, construída em Chã-de -Cemitério, em 1967, tendo substituído o Liceu Velho, situado na Morada, atrás do Palácio do Governador colonial. Tinha boas e amplas salas de aula, muito bem iluminadas por luz natural e artificial, à noitinha. Possuía um anfiteatro, laboratórios, uma biblioteca, um anfiteatro, uma boa cantina, um ginásio, um belo pátio, e casas de banho que funcionavam, apesar da carestia de água que havia no Mindelo, e, não se venha a esquecer, zelosos contínuos.

Era um privilégio estudar no Liceu Gil Eanes. Na altura havia só dois liceus em Cabo Verde, um na Praia e o outro era o nosso liceu em S. Vicente. Quer dizer que muitos jovens, principalmente das restantes ilhas, que não Santiago e S. Vicente, ficavam sem acesso ao liceu, por dificuldades económicas acrescidas, que resultavam das deslocações de uma ilha para a outra.

No Liceu havia, como é opinião geral, bons professores e as turmas eram relativamente pequenas, o que permitia uma aprendizagem mais participada.

Muitos professores, senão todos, eram verdadeiros exemplos de dedicação, seriedade e empenho no ensino. 

 

e) Mens sana  in corpore sano 

No programa escolar do liceu havia ao lado das disciplinas científicas e da religião e moral e de lavores, a disciplina de educação física. A escola fazia jus ao ditado grego     «mens sana in corpore sano». Em geral praticava-se o futebol, o basquete, o volley e o andebol no liceu. Fora do liceu, alguns estudantes praticavam outras modalidades.

 

f) No «reino da liberdade»: Fruição cultural e lazer

Embora o liceu fosse o seu foco, os estudantes do nosso tempo não se contentavam apenas com a assimilação de conhecimentos dentro das quatro paredes do liceu. Como elementos da sociedade cabo-verdiana, despertaram-se também para uma fruição da cultura extra muros. No seu «reino da liberdade» (Karl Marx), em contraposição ao «reino da necessidade», que é o domínio do trabalho ou neste caso, do estudo, alguns tinha m especial apetência para a música ou para bailaricos, outros privilegiavam a leitura, quase todos iam ao cinema.

Lia-se de tudo: romances, livros de poesia, educativos, novelas de amor ou outros, que se vendiam no Toi Pombinha ou na livraria do Leão, ou que se trazia da metrópole colonial. Muitos estudantes visitavam com regularidade a Biblioteca Municipal e a Biblioteca do Liceu Gil Eanes, que ficava algo escondida no edifício, mas onde havia títulos interessantíssimos, como por exemplo, o quase subversivo livro sobre a geopolítica da fome, do brasileiro, Josué de Castro. 

É do nosso tempo no liceu a realização de programas radiofónicos promovidos por alunos do liceu.

Foram Finalistas do Liceu de 1974, que de 1972 a 1974 realizaram e apresentaram na antiga Rádio Barlavento um programa de literatura e cultura, chamado «Nôs Terra» e que ia para o ar todos os domingos às vinte e uma horas e trinta. O «Nôs Terra» era organizado pelo «Grupo Distância», que incluía o Rui Figueiredo Soares, a Wanda Oliveira, o Humberto Cardoso, o Antero Matos, o Manuel da Graça e este vosso humilde orador, tendo contado com a colaboração pontual da Maria Teresa Alhinho e da Lena Wahnon, entre outros colegas do sexto e do sétimo anos do Liceu. A assistência técnica estava a cargo do Sr. Gustavo de Albuquerque, uma pessoa inexcedível e paciente para os erros e as tremedeiras iniciais que às vezes aconteciam na gravação. 

Como éramos menores de idade, as autoridades exigiam que tivéssemos uma espécie de tutor para aceitarem a nossa autoria de programa. Alguém propôs-nos o Dr. Baltazar Lopes da Silva. Ele aceitou prontamente.

Lembro-me que o primeiro programa que fizemos era sobre a Morna, como expressão da cultura nacional. O texto que apresentamos ao Dr. Baltazar na sua nova casa em construção, começava mais ou menos assim: «Onde há povo há cultura. A Morna é a expressão cultural do povo de Cabo Verde. Ela traz um pedacinho de cada cabo-verdiano». Claro que ele gostou da iniciativa, mas não sem antes gozar connosco naquele seu jeito, dizendo «Quem fez isto? Isto é linguagem de almanaque…». Engolimos em seco, mas depois de o venerando Mestre ter lido o texto até ao fim, ele, lá do alto da sua cátedra, nos absolveu do crime de estilo literário que alegadamente  tínhamos cometido …

Ao tempo também havia um programa chamado Juventude em foco, que era muito escutado e que fora fundado igualmente por alunos do liceu, nossos antecessores.

Vê-se, pois que o interesse pela cultura e pela interação com a sociedade estava bem presente na juventude liceal do nosso tempo. 

Tive o cuidado de pedir aos colegas que me indicassem três livros que leram ao tempo do liceu.

Entre os livros citados constam os seguintes: Chiquinho, de Baltazar Lopes; Chuva Braba, de Manuel Lopes; Jubiabá e Capitães de Areia, de Jorge Amado; obras de Eça de Queiroz, como a Ilustre Casa de Ramires ou o Crime do Padre Amaro; livros de Almeida Garrett, como a Morgadinha dos Canaviais e as Pupilas do Senhor Reitor; o Monje de Cister, de Alexandre Herculano; Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco; A Rosa do Adro, de Manuel Maria Rodrigues; Geopolítica da Fome, de Josué de Castro; livros de Bertrand Russel; o Príncipe, de  Nicolau Maquiavel etc.

Entre as revistas a que a nossa geração tinha algum acesso figuravam o Paris Match, o Vida Mundial, o Reader’s Digest, mas também as revistas brasileiras de novela amorosa.    

 A ida ao cinema era também uma actividade muito preferida pelos alunos. Na altura Mindelo tinha dois bons cinemas: o Eden Park, na Praça Nova, e o cinema do Tuta no Alto de Mira Mar.

Entre os jornais desportivos, pontificava o sempiterno «a Bola».

No tempo livre, que era importante para a reposição das energias e o desenvolvimento da personalidade, muitos também se dedicavam a desportos como o futebol ou a natação.

Passear no Mindelo era também algo muito agradável e querido para as horas de lazer.

Lazer era para nós bem diferente do simples ócio, que não leva a nada, ou do fare niente, como dizem os italianos.

Havia ainda o bom hábito de ir à Praça Nova, onde se concentrava muita gente para passear, ouvir música e até o noticiário que saía de grandes altifalantes. Aí também não faltavam os encontros para namoricos, ou simplesmente a preocupação de dar dois dedos de conversa com amigos e amigas. Quando os bolsos dos estudantes não estavam «furados», deleitavam-se com uma sessão de «degustação» de  mancarra, um geladinho no quiosque  ou um cachorro quente no bar do Éden Park, conforme as modas,  os apetites e os «bucks» . 

As Igrejas, Católica, do Nazareno e Baptista, também se encontravam na rota de muitos estudantes. Outros preferiam diferentes paragens, como por exemplo, a Fontinha para ver um Mindelense - Académica ou então o conforto do lar para ouvir os relatos de futebol português e às vezes do campeonato cabo-verdiano.

 

g) Preocupação com Mindelo – o germinar do zoon politikon em nós

Os estudantes não se preocupavam apenas com o liceu. Preocupavam-se também com a sua cidade, com o país e o mundo.

A nossa cidade era, por certo, uma bela cidade para se viver. Era uma cidade de boa convivência social, de respeito entre as pessoas e com alguma solidariedade. Em geral tínhamos consciência das desigualdades sociais notórias existentes, bem como de alguma estratificação social.

As questões sociais que mais atenções chamavam à nossa geração eram as seguintes:

  • A desigualdade de oportunidades, designadamente no acesso aos estudos;
  • A escassez de liceus no país; 
  • O desemprego;
  • A pobreza nos bairros de lata ou «Ilha de Madeira»;
  • A falta de água e de condições sanitárias numa grande extensão da cidade;
  • A necessidade de emigração para se fugir à fome e à miséria; 
  • A prostituição, que campeava sobretudo no Lombo, e os meninos de rua;
  • O alcoolismo e a violência doméstica.

O que mais apreciávamos no Mindelo era, na opinião dos colegas inquiridos, o seguinte:

  • A abertura social e a abertura ao mundo;
  • O nível de organização social, que se traduzia no comércio, na administração e na cultura;
  • A expressão cultural: música, carnaval, desporto;
  • A convivência entre as pessoas;
  • As amizades;
  • O espírito de ajuda mútua;
  • O respeito.

 

O zoon politikon que despertava em nós, segredava-nos que que a nossa cidade, a exemplo das nossas Ilhas, não era um paraíso. Longe disso, era desigual, apresentava carências várias e muita pobreza. Mas era a nossa cidade e nela se podia viver, com algum ânimo e esperança em dias melhores, fazer amizades e projectar o futuro. Perante tantas dificuldades, o factor humano, a solidariedade e a cultura certamente foram importantes lenitivos para aliviar as pessoas do peso da sociedade colonial, elitista e desigual e para as empurrar para a frente em busca de novos caminhos, ou para falar com o Poeta, para se criar uma nova terra dentro da nossa terra. Sentia-se que era possível escrever-se um poema diferente, como dizia o Poeta Onésimo Silveira.

Ao tempo, o homem político em nós nascente, convidava-nos a encarar os valores típicos da sociedade mindelense: a sua universalidade ou cosmopolitismo, a sua abertura ao mundo, a cultura, a boa convivência, o respeito e a solidariedade.

 

h) Antenas ligadas ao mundo

É neste contexto que a nossa geração tinha, para além da cidade e das Ilhas, as suas antenas ligadas ao mundo. 

Além das leituras de revistas internacionais, como o «Vida mundial», o Reader’s e o «Paris Match», muitos escutavam a BBC de Londres, a Rádio Deutsche Welle e a Rádio Libertação do PAIGC, apesar do perigo que era escutar esta rádio, que era sempre alvo de interferências sonoras. Estas emissoras tiveram um papel que não se pode menosprezar na informação e na formação da consciência social e política dos jovens daquele tempo, pois como se sabe nas Ilhas e no Império Colonial português não havia liberdade de imprensa e o lápis azul da Censura negava o direito das pessoas à informação livre.

 

i) Envolvimento na luta pela independência nacional e simpatia política – entre a Revolução dos Cravos e a onda da Estrela Negra

Finalmente, dois dias antes da nossa festa de finalistas, já preparada e programada, surge o 25 de Abril, a «Revolução dos Cravos», portadora, toda ela, de uma nova ideia de Direito, consubstanciada na descolonização, na democratização e na justiça social. Esta revolução entroncava-se nas lutas tanto do povo de Portugal, como dos povos das colónias portuguesas e significou uma nova largada para Portugal e as suas antigas colónias.

O 25 de Abril foi recebido com algumas interrogações, mas, sobretudo, com uma explosão de alegria e de liberdade e uma grande interpelação à responsabilidade dos cabo-verdianos pelo seu destino político e social. Foi o tempo dos protestos, das manifestações, de comícios, de manifestos e de saraus culturais.

Como é que se portou a nossa geração nisto tudo?

Tínhamos cerca de 18 anos e a maior parte, se não a totalidade, aderiu logo ao movimento de luta pela afirmação da liberdade e pela conquista da independência política. A esmagadora maioria dos estudantes entrou de cabeça no movimento político para a independência nacional, participando nas manifestações. Há uma manifestação que ninguém esquece, a célebre manifestação de 1 de Maio de 1974, em que o Dr. Baltazar Lopes, nosso antigo professor e mais tarde Juiz do Conselho Nacional de Justiça, foi um dos oradores a partir da varanda do imponente edifício da Câmara Municipal do Mindelo.

Muitos colegas na altura tornaram-se simpatizantes ou militantes do PAIGC. 

 

j) Empenhamento imediato na construção nacional do pós-independência – «De mão na massa» ou de finalistas a «cabouqueiros»

A nossa geração não só contribuiu para a conquista da independência nacional, facto maior da nossa vida política, mas também mais tarde, para a transição democrática do país nos finais da década de noventa.

Dizem os Claridosos, que quiseram fincar os pés no chão da terra. Ora bem, também esta geração de rapazes e meninas Finalistas de 1974 agarrou o facho da luta histórica do povo de Cabo Verde pela sua existência, liberdade, autodeterminação, independência   e desenvolvimento,   e dispôs-se a participar na luta para a construção do país. Muitos, depois do 25 de Abril, foram a outras ilhas participar na mobilização política do povo e também trabalhar em diversas frentes, particularmente na área da educação. Esta atitude significou uma coisa. Uma expressão forte do compromisso que esta geração selou com o seu povo. De finalistas, tornámo-nos parte do enorme exército de «cabouqueiros» da Hora Grande.   Mais tarde, vários dos finalistas, participaram no processo de transição para a democracia e de estruturação do estado democrático.

 

Conclusão:

Foi este o nosso tempo do liceu.

Um tempo de educação, de abertura ao mundo e de participação no devir da República. Foi também um tempo de amizade que auguramos, perdure, ainda por longos e muitos anos.

Bem-haja a todos! Bem-haja Mindelo! Bem-haja Cabo Verde!

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Autoria:Expresso das Ilhas,5 mai 2014 0:00

Editado porRendy Santos  em  2 mai 2014 16:38

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