AME & KJF

PorJoão Chantre,6 mai 2016 6:00

Um faz de Cabo Verde o epicentro do mundo, por isso a história repete-se, e outro uma marca de Cabo Verde projectada no mundo, a nossa música.

AME

Entre 11 e 16 de Abril, a nossa Capital foi transformada no epicentro do mundo da música e recebeu gente de todo o globo para comprar e vender música e artistas. Ouviu-se música “de la Reunion”, viu-se gentes do Haiti, conversamos com jornalistas e promotores americanos, franceses, austríacos, luxemburgueses e africanos. Nunca visto, algo sem precedentes, sem registo, inédito. Não cabe a nós fazer a sua avaliação social-cultural e económica, nem temos essa pretensão. Mas presumimos que o impacto seja muito positivo. Os arquitectos desta grande obra naturalmente que prestarão as contas do custo-benefício! Mas uma coisa é certa, não restam dúvidas de que se trata de dois grandes eventos para a promoção das ilhas e a credibilidade do nosso país no mundo.

 

A nossa Cultura

A nossa cultura foi conquistada, ganha e adquirida ao longo dos séculos. Ela é dinâmica e tem todos os condimentos para tornar o nosso povo feliz e rico e contribuir para que a sociedade seja menos violenta e mais humanizada. 

A nossa música é extraordinária, viva, quente e doce. A nossa literatura e a nossa poesia, são ricas e emotivas, descrevem o mundo, o homem e o seu meio, a felicidade, a saudade, o amor, o mar, a terra longe, o campo, a cidade, e tudo o que existe e acontece nas ilhas e no mundo. Por isso somos planetários. A nossa dança é exótica e vibrante, a nossa culinária tem um gosto especial, o nosso campo é rico, a nossa arquitectura ainda que maltratada é muito bonita e apelativa, a nossa arte tem muito movimento, é colorida e muito alegre, o nosso mar tem um azul invulgar e o nosso sol produz muito brilho. Que mais queremos para sermos felizes! Apenas políticas acertadas de valorização/motivação/implementação e liberdade para que a nossa Cultura possa ser comercializada, consumida internamente/externamente como um produto como outro qualquer, ainda por cima numas ilhas paradisíacas no meio do Atlântico! Cuba conseguiu atingir patamar Internacional investindo na educação e projectando a sua música e o seu rum. A Jamaica fez-se conhecer com o seu imortal Bob Marley & The Wailers. A Cize cantou e encantou o  planeta. Logo, chegou o momento de nos distinguirmos com a nossa Cultura dos nossos concorrentes directos no mundo do Turismo, as Ilhas Maurícias e as Seicheles e darmos o salto qualitativo que todos aguardam com muita expectativa. Não custa, basta acreditarmos e mudarmos de atitude. Apostar numa atitude positivista e deixar fazer aqueles que são capazes de fazer.

 

Encerrou-se o AME e deu-se início ao KJF

Na quinta-feira à noite, apreciando a banda, El Gato Negro, a jornalista Gilvanete Chantre, estava toda feliz a fazer mais uma reportagem sobre a Cultura! Aproximou-se de mim e disse-me: ‘vejo-o sempre à volta dos eventos culturais e parece que aprecia muito’. ‘Sim, aprecio muito, gosto de estudar a Cultura, consumi-la como outro produto qualquer, adoro’. ‘Quer falar para a nossa rádio?, questionou-me. ‘Apenas se me permitir adjectivar, com verdade, tudo o que me vem na alma! GC: Que acha do evento? ‘Temos razões de sobra para estarmos felizes, isto é lindo, bonito, ousado, um grande evento com uma grande importância para a imagem do país’. GC: se tivesse de caracterizar o evento numa só palavra o que diria? ‘Maravilhoso! Esta é a força da rádio, de Santo Antão a Brava’.

 

 

KJF

Uma justa Homenagem em vida ao músico Chico Serra.

Quando o Presidente da República e a Primeira Dama apreciam, o Primeiro Ministro e  Ulisses Correia e Silva  enquanto Edil da Capital criou a marca, o Ministro da Cultura cessante & Team promovem a marca, o actual Ministro da Cultura reforça a  importância da marca, Djô da Silva & Team inovam todos anos e o público das ilhas e do globo adoram, pode-se dizer que é um sinal de um Cabo Verde diferente, sintonizado/sensibilizado com a importância da Cultura/Assuntos do Estado rumo a um futuro brilhante e feliz.

De recordar que KJF é uma parceria público/privada, um casamento feliz de visionários que sonharam, acreditaram, implementaram e projectaram a Praia como epicentro mundial da música e converteram a nossa Capital num palco de Cultura, Turismo e Business e  com segurança, pelo menos nesses dias.

 

KJF & os nomes Sonantes da música mundial

Dina Medina & outros cantaram morna e Jazz cabo-verdiano com charme, Paulo Flores adocicou a música angolana com o seu estilo característico e Aziz Sahamaohi fez saber que no mundo Árabe/Marroquino faz-se também música. Para no dia do fecho, Feat. Charnett Moffet and Stanley  Jordan produziram sons engolindo os seus instrumentos e encantando toda a plateia, maravilhoso. Paco Séry Feat. Ivan Medina despediram-se em alta, encantador.

Em suma, o KJF é mais do que música, é um passerelle de Convivência, um momento de  Felicidade, um espaço de negócio e de Promoção do nosso país e da nossa Cultura. O mundo veio cá parar por causa da nossa música por isso que Fernando Pessoa nunca deixa de ter razão…-“O homem sonha, Deus abençoa, a obra nasce”. Mas não se pode produzir qualidade sem investimento. São momentos em que os players devem unir-se e criar sinergias para produzir qualidade, rumo à felicidade. “A felicidade é um direito dos Seres Humanos”. Tanto assim que podemos encontrar Felicidade em qualquer coisa/lugar. No Kebra Kanela e na Laginha abundam toneladas de Felicidade durante  os 365 dias do ano…

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Autoria:João Chantre,6 mai 2016 6:00

Editado porRendy Santos  em  29 abr 2016 17:25

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