O Tribunal da Comarca da Praia decretou esta terça-feira, prisão preventiva a Zezinho Catana por ter matado e esquartejado o colega de quarto de José Pires. E a Polícia Judiciária (PJ) prossegue as investigações para confirmar se realmente, os praienses chegaram a comer carne do corpo de José Pires.
Na quinta-feira (13), foram encontrados ossos humanos na zona de Terra Branca, perto da residência de José Pires, mais conhecido por Djó Pedreiro, natural da ilha de Santo Antão, e que encontrava desaparecido há quinze dias.
A investigação do caso levou à detenção de Zezinho Catana, indivíduo com vários antecedentes criminais. A priori, o suposto autor do crime negou que se tratasse de carne humana.
Já no sábado (15), o presumível assassino confessou à PJ que matou e esquartejou o colega de quarto José Pires e que teria comercializado a carne, como se fosse carne de carneiro e porco.
Após ter confessado o crime, foi levado ao local onde mostrou os vestígios. Foram dois dias de escavação para recolher mais provas, deste que é o primeiro crime desta natureza cometido no país.
As imagens veiculadas pela TCV, mostravam Zezinho Catana a escavar o chão e dando indicações a PJ de onde se encontravam mais ossos da vítima.
Zezinho revelou que esquartejou José Pires, queimou e enterrou os ossos e vendeu a carne tanto fresco como salgada, nos arredores de Terra Branca, Santaninha e Quartel de Escola. Daí, a PJ solicita a quem tenha comprado carnes das mãos de Zezinho Catana, que contacte a PJ ou os serviços de saúde da Praia.
Na escavação foram encontradas diversas ossadas, como pernas, costelas, braços, fémur e bacia.
O alegado criminoso saiu há dois anos da cadeia Central de Ribeirinha, ilha de São Vicente, e encontrava-se há pouco tempo na cidade da Praia, onde foi acolhido pela vítima José dos Anjos Pires.
Segundo a ficha levantada pelo Notícias do Norte, em 1980, Zezinho Catana chegou a cometer uma tentativa de assassinato na ilha de Santo Antão, na qual a vítima levou 75 pontos, mas conseguiu escapar da morte.
Por este crime, o indivíduo foi condenado a 12 anos de prisão, mas devido ao seu bom comportamento, cumpriu apenas 8.
Três meses depois, cometeu um assassinato também na ilha de Santo Antão, alegadamente porque queria o blusão de ganga da vítima, peça de vestuário que na altura estava na moda em Cabo Verde. Zezinho teria esmagado a cabeça da vítima com uma pedra de 15 quilos e foi condenado a 22 anos de prisão e mais uma vez pelo bom comportamento cumpriu apenas 19 anos. De salientar que, ainda durante a prisão, numa licença de fim-de-semana violou uma idosa de 94 anos.
Esta terça-feira, como medida de Coação a um crime mais macabro verficado em Cabo Verde, o tribunal decretou-lhe a prisão preventiva.
Leia mais na edição imprensa desta quarta-feira (19).
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