Depois de serem autopsiados no Hospital Agostinho Neto, também no centro histórico da cidade da Praia, os corpos dos três militares chegaram ao quartel militar Jaime Mota em três carros separados por volta das 17 horas.
Os caixões estavam cobertos por bandeiras de Cabo Verde e estavam à espera, há mais de hora, familiares, amigos, militares e muitos populares curiosos.
Alguns minutos depois chegou o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, acompanhado pelos ministros da Administração Interna, Paulo Rocha, da Justiça, Janine Lélis, e dos Assuntos Parlamentares, Fernando Elísio Freire.
Seguiu-se o presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que manifestou o seu "profundo sentimento de consternação e dor" pela morte dos jovens militares, "que serviam e serviram abnegadamente Cabo Verde" e dirigiu uma mensagem de conforto aos familiares.
Depois do chefe de Estado e das outras autoridades cumprimentarem os familiares, os corpos dos três militares seguiram para os respectivos concelhos, onde serão realizadas as cerimónias fúnebres, com honras militares.
Os militares foram mortos segunda-feira no Centro Retransmissor de Monte Txota, no conselho de São Domingos, interior da ilha de Santiago, por outro soldado, que já foi capturado pela polícia, e que matou mais três civis, designadamente um cabo-verdiano e dois espanhóis.
Hoje decorrem as cerimónias fúnebres de três militares na cidade da Praia, enquanto os corpos das vítimas de São Vicente e de Santo Antão seguem para as respectivas ilhas, onde também terão honras militares.
O suspeito de matar as 11 pessoas foi ontem detido e foi identificado como sendo Manuel António Silva Ribeiro, de 22 anos, militar há cerca de um ano.
homepage








