“O novo Conselho de Administração, que supostamente foi eleita esta segunda-feira,18, ainda não se dignou em dirigir-se para a comissão da greve e tampouco para o sindicato”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Financeiras, para justificar a prossecução da greve que termina hoje.
De acordo com Aníbal Borges, os próximos passos vão ser dados já esta quarta-feira, com o envio de uma nota ao novo Conselho de Administração da Caixa, para “dar as boas vindas e recolocar as reivindicações dos trabalhadores em cima da mesa e fixar um prazo de resposta”.
“De agora em diante os trabalhadores não vão parar. É um desafio que temos pela frente”, garantiu o líder do STIF, acrescentando que os trabalhadores já disseram claramente que “não vão cruzar os braços até que os seus problemas sejam resolvidos”.
O prazo a ser dado à nova administração para atender às reivindicações apresentadas, segundo Aníbal Borges, “não pode ultrapassar os 30 dias”.
Confrontado com o facto de, na segunda-feira, duas agências da Caixa na Cidade da Praia se manterem abertas para o atendimento ao público, o presidente do STIF admitiu que aquelas dependências funcionaram porque a administração e as chefias intermédias “utilizaram os trabalhadores contratados e estagiários para fazerem os trabalhos”.
“Como se sabe, o pessoal contratado tem receio em participar numa greve porque o seu emprego é precário e sem um vínculo e pode ser mandado embora…”, comentou.
Instado se os grevistas vão ser ressarcidos pela perda de dois dias de salários durante a paralisação, Borges admitiu que o STIF “ainda não está em condições” de assumir esta recompensa.
“É um sacrifício que os trabalhadores fazem e sabem que terão uma compensação”, observou, adiantando que, caso “vençam” a luta, “sentir-se-ão compensados pelos dois dias de trabalho”.
Entretanto, Aníbal Borges defende a criação de um fundo de greve de âmbito nacional que não deve restringir-se a um único sindicato nem a uma única central sindical.
A propósito da postura da administração cessante da Caixa que negou falar à imprensa sobre a greve, o líder do STIF disse que não ficou surpreendido, uma vez que aqueles dirigentes “não estiveram disponíveis para negociar com o sindicato e, também, não viriam perante a comunicação social justificar a greve”.
“Compreendo perfeitamente a vergonha que os membros do anterior Conselho de Administração devem ter para comparecerem na comunicação social”, notou o sindicalista, que os acusa de “falta de respeito” para com os clientes da Caixa, os trabalhadores e mesmo para com a imprensa, porque, segundo disse, “todos devem estar disponíveis a fornecer as informações necessárias para que a sociedade fique a saber sobre o que está a acontecer”.
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