O julgamento despertou a atenção da população, com muita gente, esta manhã, nas imediações do comando da terceira região militar.
Com capacidade para 40 pessoas, a sala não foi capaz de receber todos quantos quiseram assistir à primeira sessão. Grande parte da imprensa ficou, também, de fora. A entrada foi apenas permitida aos primeiros a chegar ao local, sem preferência para os familiares das vítimas, do arguido ou jornalistas.
No dia 26 de Abril último, 11 pessoas - oito militares e três civis, incluindo dois cidadãos espanhóis - foram encontradas mortas no destacamento militar de Monte Tchota, no concelho de São Domingos, noroeste da ilha de Santiago, a 30 quilómetros da cidade da Praia.
Dos três civis, dois eram técnicos de nacionalidade espanhola, que se encontravam em Cabo Verde a prestar serviços no local e um de nacionalidade cabo-verdiana que também trabalhava com a equipa espanhola.
Desde então, o soldado, que confessou as mortes, encontra-se em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional Militar, a aguardar o julgamento.
Os acontecimentos abalaram a sociedade cabo-verdiana, levantaram várias questões sobre o funcionamento das Forças Armadas, e daquele destacamento em particular, e lançaram o debate em torno das condições de funcionamento e dos critérios de recrutamento dos soldados.
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