Neste contexto, o último Relatório Económico sobre África pela Comissão Económica das Nações Unidas para a África, Uneca, “Industrialização e Urbanização para a Transformação de África”, faz recomendações concretas para aproveitar a rápida transição urbana.
Durante o lançamento do informe, a secretária executiva adjunta do Uneca, Giovanie Biha, enfatizou que “a urbanização africana não foi impulsionada pela melhoria da produtividade agrícola ou pelo aumento da produção industrial”.
Segundo ela, a urbanização tem sido dominada pela expansão do sector informal. Para promover o crescimento aprimorado e a erradicação da pobreza, os países africanos devem implementar políticas industriais que gerem empregos qualificados e ganhos de produtividade necessários para a transformação estrutural de suas economias.
O documento também é uma oportunidade para discutir os desafios da industrialização e da transformação estrutural no continente, e em particular, para a África Oriental.
Apesar de um processo de transformação estrutural fraco, as perspectivas de crescimento a longo prazo continuam a ser promissoras na África Oriental. A taxa de crescimento do Produto Interno Bruto, PIB, é estimada em 5,6% em 2017, o mesmo que em 2016.
O índice está abaixo do desempenho excepcional dos últimos cinco anos, com a Etiópia a atingir uma taxa de crescimento anual média de 9,5% e o Ruanda com 7,2% entre 2012 e 2016.