As queixas dos munícipes já têm alguns anos e remetem principalmente para a transladação (e por vezes extravio) dos restos mortais de familiares do seu jazigo para que este fosse, sem o devido conhecimento e autorização cedido a terceiros. Aos problemas resultantes da superlotação do Cemitério da Várzea junta-se o congestionamento do trânsito que ocorre nas principais vias da capital sempre que se realiza um cortejo fúnebre, e ainda alguma falta de segurança com notícias de vandalização dos jazigos e do espaço do cemitério.
Reconhecendo tais problemas e limitações e buscando restituir a dignidade aos munícipes, a Câmara Municipal da Praia tem finalmente pronta uma nova necrópole municipal, na zona de Achada São Filipe, onde para além de uma área de 4 mil m2 com uma lotação horizontal máxima para 4.200 campas, terá uma série de outras infra-estruturas de apoio.
“Estrategicamente localizado e com infra-estruturas de apoio, que incluem uma cafetaria, um escritório de administração do cemitério e um amplo parque de estacionamento, o novo cemitério de 4 mil m2, tem uma lotação horizontal máxima para 4.200 campas, um espaço ecumênico para a realização de todo tipo de cerimónias fúnebres, independente do credo. O cemitério prevê ainda a construção de um crematório e um espaço para sepulturas em gavetões”, informa a edilidade em comunicado.
O novo espaço para sepultamento dos munícipes tem ainda uma loja onde estarão disponíveis para aquisição diversos materiais para velório o que, aliado ao espaço para a realização de rituais fúnebres, a autarquia espera que ajude a desencorajar a realização de cortejos pelas vias da cidade.
O Centenário da Várzea, onde a venda de covatos se encontrava suspensa, vai retomar e continuar o funcionamento após obras de restauro e melhoramento, mas a partir de 03 de Novembro estará “temporariamente condicionado a enterros de familiares que possuem covatos perpétuos”.
No dia em que pela tradição católica se presta tributo aos mortos, 02 de Novembro, a autarquia convida os munícipes, entidades religiosas e agentes funerários a visitarem o novo espaço.
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