UNTC-CS junta-se a trabalhadores da TACV e exige informações sobre processo de despedimentos

PorChissana Magalhaes,22 nov 2017 16:33

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Representantes dos trabalhadores da TACV juntaram-se hoje à UNTC-CS para uma conferência de imprensa onde manifestaram a sua insatisfação face ao silêncio do Governo e do Conselho de Administração da transportadora aérea quanto ao processo que irá definir os moldes dos despedimentos a resultar da reestruturação e reprivatização da empresa.

 

“Queremos dar a conhecer aos caboverdianos que o negócio com a Icelandair está envolto em secretismos e sem nenhuma garantia de que o mesmo poderá continuar após o termo do contrato de aluguer de seis meses”, começou por dizer Joaquina Almeida, a presidente da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical.

Esta afirmação faz eco das preocupações manifestadas à UNTC-CS pelos cerca de 50 trabalhadores da sede e do serviço de manutenção, que ontem se reuniram para pedir o apoio dos sindicatos num momento em que “um quadro de stress e extrema ansiedade devido à incerteza” começa a afectar os trabalhadores.

Os funcionários da companhia área em processo de restruturação dizem-se desamparados, desprotegidos e sem contacto com o conselho de administração, sendo que a pouca informação que vão tendo é aquela que chega à comunicação social.

“O Situr, que é um dos sindicatos desse sector, enviou vários pedidos de encontro com a nova administração e não teve resposta”, avançou Joaquina Almeida que sublinha que os sindicatos não só querem que o governo responda aos trabalhadores mas, que tenham representação na entidade estatal criada (DECRETO-LEI Nº45/2017) para gerir o processo de alienação da TACV.

“Exigimos que o governo chame e envolva os sindicatos de modo a se poder garantir os direitos, transparência, rigor, isenção e acima de tudo tranquilidade nesse processo de privatização”.

A secretária-geral da UNTC-CS chamou ainda atenção para os impactos “devastadores” que o negócio com a Icelandair poderá ter na sociedade cabo-verdiana já que “mais de um milhar de pessoas que integram famílias poderão passar a viver na precariedade” pelo que pede ao executivo “cuidado, ponderação e sentido de justiça” na condução deste processo.

Segundo os trabalhadores presentes no encontro com os jornalistas, receberam recentemente via email um formulário individual para preenchimento online, que cogitam se será ou não um dos elementos no processo de selecção dos trabalhadores a continuar na empresa, já que o mesmo chegou-lhes sem informações adicionais.

“ A nossa maior preocupação é a falta de informação, por isso resolvemos chamar a atenção. Queremos saber quando, quem e como”, disse José Pedro Lopes, funcionário do serviço de manutenção da TACV que diz estar estagnado, os funcionários sem nenhuma tarefa atribuída desde que o boing da companhia avariou.

Venâncio Cardoso, este trabalhador do sector comercial, reiterou que há técnicos “na prateleira” e que existe um “clima de medo e de pressão psicológica” entre os trabalhadores que também reclamam a falta de confiança instalada para com o conselho de administração.

Os trabalhadores também deram conta de cartas enviadas a várias entidades, entre elas o Presidente da República, pedindo o seu apoio mas que até agora não obtiveram quaisquer respostas.

Questionados sobre a posição da CCSL os trabalhadores dizem que também esta central está engajada na defesa dos direitos dos funcionários da TACV. Já a UNTC-CS garante estar disponível para unir-se à outra central sindical nacional para fazer uma frente comum em defesa dos trabalhadores. 

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Autoria:Chissana Magalhaes,22 nov 2017 16:33

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  23 nov 2017 15:20

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