Portugal recebeu no presente ano lectivo 1.685 pedidos de vistos para estudantes, tendo concedido 698 (41,4%) e recusado 976 (57,9%).
Dos recusados, a larga maioria, quase 90%, teve na origem a incapacidade dos candidatos a estudantes em comprovar que poderiam dispor de um valor mensal equivalente ao salário mínimo em Portugal para custear a permanência no país.
Os dados foram avançados durante uma sessão de esclarecimento sobre o processo de emissão de vistos para estudantes, promovida pela embaixada de Portugal e que contou com técnicos das câmaras municipais e de associações.
A questão dos meios de subsistência foi a mais abordada pelos participantes no encontro, com várias vozes a considerarem o valor de 480 euros demasiado elevado para a realidade cabo-verdiana e a apelar para alguma flexibilidade por parte de Portugal.
O cônsul de Portugal em Cabo Verde, Tiago Penedo, recordou que o valor é estipulado pela legislação portuguesa e se aplica a todos os países e não apenas a Cabo Verde.
O responsável explicou, no entanto, que caso os candidatos consigam alojamento gratuito, nomeadamente disponibilizado pelos estabelecimentos de ensino, o valor exigido pode ser reduzido até 50%.