VI Feira Municipal do Ambiente aposta na educação ambiental

PorExpresso das Ilhas,30 mai 2018 12:42

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FMA 2018 terá formação em micro-jardinagem
FMA 2018 terá formação em micro-jardinagem(CMP)

Gestão de resíduos, gestão da água, higiene e saúde pública e requalificação urbana e ambiental são alguns dos temas em destaque na edição deste ano da Feira Municipal do Ambiente (FMA) promovida pela Câmara Municipal da Praia. A edilidade reservou 2 mil contos para o evento que prevê a realização de dezenas de actividades nos três dias de programa.

Foi em 2013 que a Câmara Municipal da Praia deu início a este evento enquadrado no seu Programa de Educação Ambiental e que pretende divulgar e estimular as boas práticas de preservação do meio ambiente.

Com uma boa afluência da população - sobretudo dos mais novos, através das escolas do ensino Básico e Secundário – a Feira Municipal do Ambiente assume-se também como espaço de divulgação de projectos e ideias inovadoras na área ambiental, promovendo a troca de experiências ao mesmo tempo que aposta na educação e elevação da consciência ambiental dos cidadãos. Daí este ano apostar na realização de dois concursos,  um de música de temática "verde" e outro de reciclagem. 

“Apesar de ser realizada pela Câmara da Praia, nós temos sempre convidado as outras Câmaras Municipais da ilha a participar pois queremos que abranja toda a ilha e futuramente, quem sabe, todo o país e estender- se a outros eventos”, adiantou a directora do Ambiente e Saneamento do município, Dulcelina Costa.

O Parque 5 de Julho – uma das áreas verdes ainda existentes na cidade e onde funciona o Centro Municipal de Educação Ambiental – continuará a ser o local de realização da feira, que este ano acontece de 05 a 07 de Junho e estará aberta ao público das 10 às 18 horas.

Como já é tradição, por todo o recinto do Parque haverá stands com exposições de plantas, artesanato a partir de reciclagem, e materiais informativos. Numa componente mais prática, realizar-se-ão também palestras e tertúlias com temáticas ambientais e oficinas de reciclagem e de micro-jardinagem, uma área que segundo Dulcelina Costa tem despertado cada vez mais o interesse dos munícipes que, ao longo do ano, têm procurado o Centro Municipal para obter informações.

Uma exposição fotográfica sobre os trabalhos a nível do ambiente desenvolvidos pela CMP e um concurso de artesanato contam-se entre as novidades previstas para esta edição.

Cartaz do concurso no âmbito da FMA
Cartaz do concurso no âmbito da FMA

No programa da FMA não têm faltado actividades culturais, com momentos reservados para actuações musicais e de dança. Este ano, o programa-se também a exibição de filmes na arena do parque, dentro da temática do evento.

Segundo a directora do Ambiente e Saneamento são já 13 as instituições parceiras e 17 as escolas secundárias e do EBI cuja participação está confirmadas, para além de associações e artesãos.

Nesta edição da FMA, a Câmara Municipal da Praia irá destacar seis áreas, nomeadamente a gestão de resíduos, a gestão da água, higiene e saúde pública, energias renováveis, conservação da natureza e requalificação urbana e ambiental. Assim, a mensagem da feira irá incidir particularmente no incentivo à reciclagem de resíduos sólidos como resposta à preservação do meio ambiente e fonte alternativa de rendimento, no uso sustentável da água, na sensibilização da população para a sua responsabilidade no que toca à população de cães e outros animais na via pública, no uso eficiente dos recursos energéticos, a conservação e protecção de espécies da fauna e flora terrestres e marinhas e na problemática do respeito pelas regras de urbanidade e protecção ambiental contempladas no Código de Postura Municipal.

Questionada sobre as críticas crescentes em relação ao abate de árvores que tem-se assistido em alguns bairros da cidade no âmbito da requalificação urbana, Dulcelina Costa explica que trata-se de uma resposta da edilidade à danificação das calçadas devido ao excesso de enraizamento, o que acaba por provocar também problemas de acessibilidade e mobilidade dos cidadãos.

“Retiramos estas plantas que têm causado problemas a nível de estruturas e substituímos por outras para podermos fazer o controlo das raízes. Para além de substituir as árvores retiradas procuramos plantar outras mais”, garante aquela responsável municipal.

Sobre a problemática dos cães vadios, a autarca chama a atenção para a responsabilidade de donos de animais que os mantêm nas ruas ao mesmo tempo que reitera a postura actual da Câmara de trabalhar em parceria com a Associação Bons Amigos e Comunidade Responsável, apostando sobretudo na castração ficando o abate como último recurso para aqueles animais já em estado avançado de doença.

A Feira Municipal do Ambiente 2018 está orçada em 2 mil contos e envolve a participação de escolas, universidades, associações pró-ambiente, delegacia de Saúde da Praia, artesãos e artistas, Direcção Nacional do Ambiente, Agência Nacional de Água e Saneamento, Direcção Geral da Agricultura, CERMI, ARFA, Direcção Geral das Pescas, INIDA, INDP e câmaras municipais da ilha de Santiago que, com o Ministério da Agricultura e Ambiente e a Delegação Escolar, são parceiras na realização do evento.

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Autoria:Expresso das Ilhas,30 mai 2018 12:42

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  30 mai 2018 16:13

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