Em Janeiro de 2026, o Banco Comercial do Atlântico (BCA) entrou numa nova fase. A Coris Holding, o segundo maior grupo bancário da União Económica e Monetária Oeste-Africana (UEMOA), com presença em onze países africanos, tornou-se o novo accionista maioritário, sucedendo à Caixa Geral de Depósitos após mais de vinte anos. É neste momento transformador que Herminalda Rodrigues assume a presidência da Comissão Executiva do banco. Uma liderança que não é nova: com mais de cinco anos na gestão executiva da instituição, conhece o BCA por dentro, as suas forças, os seus desafios, e o peso da confiança que os cabo-verdianos nele depositam. Entre a continuidade - o ADN de rigor, proximidade e confiança que construiu a reputação do banco - e a ruptura que a nova era exige, a PCE traça o caminho para um banco mais ágil, mais digital e com maior projecção africana. Os resultados são sólidos. As expectativas, ainda maiores. E, no centro, o cliente.
Outra entrevista em destaque esta semana é com Jorge Carlos Fonseca, antigo Presidente da República, que lança um olhar sobre o ciclo eleitoral que se aproxima.
Num ano em que Cabo Verde terá eleições legislativas e, poucos meses depois, eleições presidenciais, o país entra num ciclo eleitoral que se antevê exigente e fortemente competitivo. O contexto é marcado por uma crescente polarização entre as principais forças políticas, pela renovação de lideranças de um lado e pela aposta na continuidade do outro, e por um ambiente de debate público intensificado pelas redes sociais, onde proliferam discursos inflamados, desinformação e narrativas manipuladas. Para Jorge Carlos Fonseca, as legislativas deverão ser particularmente disputadas, num quadro de quase bipartidarismo que tende a acirrar a confrontação política. Já as presidenciais, que se realizam cerca de seis meses depois, poderão ser influenciadas pelo resultado das legislativas, clarificando candidaturas, discursos e alinhamentos. Ainda assim, o antigo Chefe de Estado manifesta confiança na maturidade do eleitor cabo-verdiano e sustenta que o processo democrático no país é irreversível, assente na convicção de que a única legitimidade do poder é a que emana do voto popular e das urnas.
Além disso, Jorge Carlos Fonseca falou com o Expresso das Ilhas sobre a sua recente estadia no Benim e alertou para sinais de regressão democrática naquele país, após integrar uma missão internacional de observação pré-eleitoral das eleições presidenciais marcadas para 12 de Abril realizada por iniciativa do NDI (National Democratic Institute).
Na capa desta semana damos também destaque à Política e a mais uma sessão parlamentar.
Os três partidos com assento parlamentar apresentam posições divergentes em relação aos dez anos de governação do país, à saúde e ao desenvolvimento dos municípios. Enquanto o MpD destaca uma década de “resiliência, responsabilidade e determinação”, com crescimento económico, reforço do Estado Social e estabilidade financeira, o PAICV e a UCID anunciam confrontação política, questionando os impactos reais das políticas públicas na saúde, no emprego, na descentralização e na vida das famílias cabo-verdianas.
Realce também para o World Economics 2026 que destaca a posição de Cabo Verde em termos de governança.
Cabo Verde ocupa a 29.ª posição no ranking mundial de governança da World Economics para 2026 e destaca-se como o primeiro classificado em África, sendo o único país do continente com classificação A. Com 74 pontos, o arquipélago aparece entre os 30 melhores do mundo.
Na Reportagem desta semana fomos ver como é que alunos e escolas se estão a adaptar à proibição do uso de telemóveis.
Desde Setembro, os alunos do 1.º ao 8.º ano do Ensino Básico Obrigatório (EBO) deixaram de poder usar telemóveis durante o horário lectivo, salvo em situações pedagógicas autorizadas. As escolas já notam maior participação e menos distracções, e alguns defendem a extensão da medida aos secundários. Apesar de ainda não se ter o balanço final do ano, fala-se também em redução do cyberbullying. Contudo, o maior desafio continua a ser o controlo, devido à resistência de alguns alunos e à falta de conhecimento da medida por alguns pais.
Já na Cultura damos destaque ao lançamento de “Cabo Verde: Percursos, Ruturas e Paradoxos” de Júlio Correia que vai ser apresentado esta sexta-feira na Praia.
Ao Expresso das Ilhas o antigo governante explicou a génese do livro que lança um olhar crítico e analítico sobre cinco décadas da nossa história (1975-2025). “Não tive qualquer preocupação em glorificar ou denegrir períodos da nossa história recente”, justifica.
A ler igualmente os artigos de opinião ‘Governação: do Compromisso ao Top 30 Mundial’ escrito por Luís Carlos Silva e ‘Cabo Verde e a hora crioula’ da autoria de Manuel Brito-Semedo.
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