Lantuna pede envolvimento dos decisores políticos na gestão eficaz do Parque Natural da Baía do Inferno e Monte Angra

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,9 abr 2022 15:51

A Organização Não-Governamental (ONG) Lantuna pediu hoje o envolvimento dos decisores políticos e outras entidades na gestão eficaz do Parque Natural da Baía do Inferno e Monte Angra (PNBIMA) reconhecendo, no entanto, o apoio do Governo neste sentido.

A directora-executiva da ONG Lantuna, Ana Veiga, fez essa intervenção à imprensa depois de ser recebida em audiência pelo Presidente da República, José Maria Neves, a quem apresentou o projecto da primeira área marinha protegida da ilha de Santiago que visa a conservação da biodiversidade.

Explicou que em 2013 a associação Lantuna começou o projecto de trabalhar a conservação da biodiversidade com envolvimento das comunidades e em 2014 começaram com a elaboração das acções de conservação.

Adiantou que durante todo esse ano estiveram a trabalhar com o apoio das comunidades de Porto Mosquito, Rincão e Entre Picos de Reda, mas também com o Governo através do ministério da Agricultura e Ambiente, cuja parceria permitiu a aprovação da proposta que declara a primeira área marinha protegida em Santiago cujo território é 83 por cento (%) marinha.

“É a primeira área protegida que parte da sociedade civil, cujos limites foram conciliados com a comunidade local e, até na própria escolha do nome, há uma história atrás disso. Terá de haver uma continuidade do Governo para garantir a sua gestão eficaz sem esquecer das comunidades que deverão estar na linha da frente para defender os seus recursos”, apontou.

Neste sentido, e por forma a sensibilizar todos os decisores políticos e envolver as diferentes entidades, avançou que decidiram partilhar a ideia com o Presidente da República e em parceria com a sociedade civil e o Governo trabalharem na conservação da biodiversidade.

Na ocasião felicitou toda a comunidade de Porto Mosquito, Rincão e Entre Picos de Reda que tiveram um papel importante no projecto a nível da limitação das áreas, mas também no grande empoderamento social na conservação dos recursos.

“O nosso principal objectivo é garantir que as comunidades também sejam elas defensoras e que através das actividades desenvolvidas haja uma melhoria de vida das pessoas, isso tem sido demonstrado ao longo desses anos porque a Lantuna conseguiu, através do apoio de financiadores estrangeiros como locais, contribuir com uma fonte de renda para as populações dessas três comunidades”, referiu.

Segundo a directora-executiva, a ONG Oceans 5 e a Critical Ecosystem Partnership Fund (CEPF) são dois importantes parceiros que têm trabalhado com a Lantuna e outras associações com apoio nas acções de conservação em Cabo Verde.

Acrescentou que ao longo desses anos conseguiram mobilizar mais de 40 mil contos que contribuiu para o desenvolvimento da vida das comunidades, o rendimento de mais de 40 pescadores artesanais em Porto Mosquito e envolver também as peixeiras e os agricultores de Pico de Reda.

O decreto-regulamentar de 09 de Abril de 2021, aprova a criação do Parque Natural da Baía do Inferno e do Monte Angra (PNBIMA), na ilha de Santiago, conhecido por ter falésias de mais de 500 metros, passando a integrar a Rede Nacional das Áreas Protegidas.

Conhecido pelas zonas de difícil acesso, bem como fauna e flora únicas, o PNBIMA é criado e delimitado com uma área total de 21.096 hectares, sendo 3.626 hectares a parte terrestre e 17.470 hectares a parte marinha, situada a sul da aldeia piscatória de Porto Rincão, concelho de Santa Catarina, e a noroeste da aldeia piscatória de Porto Mosquito, concelho da Ribeira Grande de Santiago.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,9 abr 2022 15:51

Editado porSheilla Ribeiro  em  10 abr 2022 7:52

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