Alberto Afonso adiantou que para isso já mantiveram um encontro com o Presidente da República dando-lhe a conhecer este projecto, uma ideia de um amputado, que pretendem igualmente apresentar ao Governo, à Assembleia Nacional e demais instituições visando a sua concretização.
“A ideia é criar um Dia Nacional do Amputado onde todos os cabo-verdianos possam reflectir a questão da amputação e da reabilitação, ainda este ano. O Presidente acatou com muita alegria, o que nos deixou entender que vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance, enquanto Presidente, e influenciar aqueles que têm o poder de decisão”, disse.
Segundo este responsável, o Cenorf tem um grupo de apoio formado por psicólogos também amputados, tendo afirmado que nem sempre é possível tê-los a tempo inteiro para apoiar psicologicamente essas pessoas que muitas vezes apresentam psicológico lá em baixo.
“E muitas vezes a experiência das pessoas que já passaram por situação idêntica tem surtido muito mais efeito, então criamos um grupo de apoio para que quando temos necessidade chamamos e tem sido muito bom neste sentido”, afirmou.
Desse grupo, contou, surgiu a ideia de se criar um dia destinado aos amputados que visa reflectir a situação por que passam, para se analisar o que é que se pode fazer, até junto do Governo, para minimizar os seus problemas, nomeadamente o apoio moral, o desemprego e a falta de acessibilidade.
“Porque muitas vezes o amputado, quando é amputado, pode pensar que caiu na incapacidade, mas não, e é isso que queremos trazer à tona. Por exemplo temos o Marilson que hoje é um atleta paralímpico qualificado para representar o país, é o segundo atleta em termos de lançamento de peso a nível de África e está entre os 10 mais qualificados a nível mundial, para não falar de outros que são licenciados”, salientou.
Para Alberto Afonso a amputação, pelo contrário, deve despertar aos amputados uma nova energia de viver, sublinhando que é isto que querem mostrar às entidades e instituições, para posteriormente virem a apresentar este projecto publicamente.
Por outro lado, o presidente do Centro Nacional Ortopédico e de Reabilitação Funcional fez um balanço positivo de 2023, apesar de um ano que diz ser atípico, por conseguirem atingir um bom número de pessoas a tratamentos, chegando a atender perto de 200 pacientes, entre fisioterapia e ortopedia.
“Também foi bom porque conseguimos implementar o nosso projecto Cenorf Móvel, mesmo sem conseguir parceiros, com deslocação à ilha de São Vicente”, realçou, perspectivando contemplar mais ilhas com os seus serviços no decorrer deste ano.
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