Segundo uma nota enviada, o encontro reúne investigadores e académicos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, bem como representantes das suas diásporas, para debater os legados das lutas de libertação, os desafios pós-coloniais e as dinâmicas culturais e políticas das últimas cinco décadas.
Cabo Verde estará representado com quatro académicos: Ângela Sofia Benoliel Coutinho (Instituto Português de Relações Internacionais – Universidade Nova de Lisboa), Abel Djassi Amado (Simmons University, EUA), João Resende-Santos (Bentley University, EUA) e Manuel Brito-Semedo (Universidade de Cabo Verde).
Três pertencem à diáspora académica, enquanto Brito-Semedo, professor aposentado da Uni-CV e residente em Cabo Verde, é o único a intervir a partir da experiência vivida no país.
O simpósio arranca no dia 24, com a sessão plenária “África e a Educação para a Democracia Global”, seguida dos debates sobre Políticas da Memória na Pós-colónia e Escritores, Escrita e a Desconstrução da Ordem Colonial.
Os trabalhos prosseguem no dia 25 com os painéis A Guerra Fria – Particularidades Africanas Lusófonas, Libertação, Arte e Pós-colónia e Trajectórias de Democratização nos PALOP, onde se insere a intervenção de Brito-Semedo.
No Painel V – Trajectórias de Democratização nos PALOP, moderado por Abel Djassi Amado (Simmons University), Brito-Semedo apresentará a conferência “Cabo Verde: Entre Ilhas e Destinos – Insularidade, Crioulidade e Comunidades Atlânticas”, destacando a insularidade como abertura ao mundo, a crioulidade como identidade partilhada e a diáspora como “décima primeira ilha”.
O painel contará ainda com comunicações de Marinela Cerqueira (História Social de Angola), Olukunle P. Owolabi (Villanova University) e Aleida Mendes Borges (King’s College London).
Entre as instituições participantes contam-se Harvard, Yale, Princeton, Johns Hopkins, Emory, Bowdoin, SUNY Buffalo e outras universidades de referência, sublinhando a dimensão internacional e académica do debate.
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