Posição defendida hoje, em conferência de imprensa, para assinalar mais um aniversário do acidente ocorrido a 8 de janeiro de 2015, ao largo da ilha do Fogo.
“Quanto aos sobreviventes, passados 11 anos, não tiveram direito a nada. Se os tribunais funcionassem, o Estado já tinha sido condenado a indemnizar as vítimas. O armador já faleceu. O barco operava sem qualquer seguro por culpa do Estado. Por isso, o Estado, por imperativo do artigo 16º da Constituição, como pessoa de bem, deve assumir as suas responsabilidades civis e propor uma minimização às vítimas numa base de negociação para agilizar o processo e fazer justiça às vítimas”, sugere.
Maurino Delgado entende que, mesmo para as famílias que recebem a pensão, a situação é de pobreza extrema, tendo em conta o baixo valor atribuído e o elevado custo de vida. O líder associativo aproveita a data que assinala os 11 anos do naufrágio do navio Vicente para chamar a atenção do Governo para a necessidade de reforçar a segurança nas viagens marítimas e garantir o direito dos cidadãos a viajar em navios seguros, com tripulantes bem formados e experientes.
“Mas é preocupante que durante o ano de 2025 tenha acontecido o naufrágio do navio em O Padre Benjamim, na zona da Preguiça, São Nicolau, o encalhe do navio Liberdade junto ao Porto da Praia com 144 passeios a bordo. E ainda o encalhe de um barco de pesca na ilha do Maio com 19 tripulantes. É uma situação que levanta dúvidas quanto à administração marítima e consequentemente quanto ao próprio governo. Devido a esses factos e a essas dúvidas, torna-se necessário que o Governo dê uma maior atenção às questões de segurança marítima”, entende.
Maurino Delgado considera que a própria sociedade civil deve assumir, com determinação e firmeza, as questões da segurança marítima, por se tratar de um setor fundamental para o bem-estar e o desenvolvimento do país.
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