De acordo com um comunicado do MAA, as autoridades sanitárias accionaram um conjunto de medidas rigorosas de vigilância e controlo, em conformidade com os protocolos da Autoridade Veterinária. Entre as medidas em vigor estão a restrição da movimentação de suínos das zonas afectadas para outras áreas, a proibição do trânsito desnecessário de pessoas nas explorações, bem como a interdição da alimentação dos animais com restos que contenham carne de porco.
Foi igualmente reforçada a inspecção sanitária a nível inter-ilhas, implementadas medidas de higiene, desinfecção e biossegurança nas explorações e proibido o abate, consumo ou venda de animais doentes.
O Ministério recorda que a Peste Suína Africana não tem vacina nem tratamento eficaz. A transmissão ocorre através do contacto directo entre suínos doentes e sadios, bem como por meio de sangue, fezes, urina e secreções, restos de alimentos contaminados e ainda através de veículos, equipamentos, roupas e calçados contaminados.
Os suínos infectados podem apresentar sintomas como febre alta, falta de apetite e apatia, diarreia e vómitos, por vezes com presença de sangue, abortos em fêmeas gestantes e manchas avermelhadas nas orelhas, no abdómen e nas patas.
As autoridades apelam à população para que qualquer suspeita da doença seja comunicada de imediato às Delegações do Ministério da Agricultura e Ambiente ou ao Serviço Veterinário Oficial. A notificação rápida é considerada fundamental para permitir um diagnóstico célere, conter a propagação da doença e proteger o efectivo suíno nacional.
O Ministério da Agricultura e Ambiente informa ainda que a situação continua a ser monitorizada e que novas informações serão divulgadas de acordo com a evolução do surto, apelando à colaboração de todos para garantir a segurança sanitária, proteger os criadores e minimizar os impactos na suinicultura.
A Peste Suína Africana (PSA) é uma doença viral altamente contagiosa e mortal que afecta suínos domésticos e selvagens, causando graves prejuízos económicos, mas não afecta humanos. Caracteriza-se por febre alta, hemorragias e mortalidade de até 100%. Sem vacina ou tratamento eficaz, a prevenção baseia-se em rigorosas medidas de biossegurança e controlo de circulação.
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